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Caso Evellyn Jasmim: por que PC concluiu que menina foi morta sem encontrar o corpo?

Evellyn foi sequestrada junto com a mãe, Katlyn Lorrayne, e a cabeleireira Ana Raquel, em junho de 2023; somente os corpos das mulheres foram encontrados

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Caso Evellyn Jasmim: como a investigação conseguiu provar a morte da menina • Reprodução

Mais de três anos após o desaparecimento de Evellyn Jasmim, de 8 anos, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu que a menina foi assassinada, mesmo sem ter localizado os restos mortais dela.

Evellyn foi sequestrada na madrugada de 22 de junho de 2023, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na ocasião, criminosos também levaram a mãe dela, Katlyn Lorrayne Oliveira, e a cabeleireira Ana Raquel Brito.

Mas desde então, o paradeiro da criança era um dos principais mistérios da investigação.

Por que a polícia concluiu que Evellyn está morta?

Katlyn Lorrayne Oliveira e a cabeleireira Ana Raquel Brito mortas durante o sequestro • Reprodução/Redes sociais
Katlyn Lorrayne Oliveira e a cabeleireira Ana Raquel Brito mortas durante o sequestro • Reprodução/Redes sociais

Segundo o delegado Murillo Ribeiro de Lima, responsável pela investigação, a conclusão foi baseada em um conjunto de elementos obtidos ao longo do inquérito, principalmente o depoimento de Sheila e Alex 'camundongo', descritos como comparsas de Sildirley Acácio, apontado como mandante do crime.

Sildirley é pai de Evellyn. Segundo as investigações ele teria planejado, de dentro da prisão de segurança máxima Francisco Sá, o sequestro de Katlyn, sua ex-companheira.

No entanto, o rapto de Evellyn não estava planejado. Após o crime, apenas  os corpos de Katlyn e a cabeleireira Ana Raquel Brito foram encontrados.

“Não há dúvidas que ela está morta”, afirmou o delegado durante coletiva nesta quinta-feira (27).

Entre os principais elementos estão:

  • Depoimentos formais de dois investigados, prestados na presença de advogados;
  • Confissão de Alex ‘camundongo’, que admitiu participação no crime e indicou aos policiais o local onde o corpo teria sido deixado;
  • Depoimento de Sheila, que também confirmou a dinâmica investigada;
  • Técnicas investigativas e tecnológicas que, segundo a polícia, comprovaram a passagem do Peugeot utilizado pelos criminosos pelo local indicado;
  • Informações sobre os deslocamentos dos envolvidos, que teriam sido corroboradas pela investigação.

Relembre a linha do tempo do Caso Evellyn Jasmim

Alex indicou o local onde corpo teria sido deixado

Após ser preso durante a fase final da investigação, Alex, conhecido como “Camundongo”, decidiu colaborar com a polícia.

Segundo o delegado, o investigado prestou depoimento formal, na presença de um advogado, e afirmou que poderia levar os policiais até o local onde teria visto Marcos “Torosca”, um terceiro comparsa, retirar uma lona do porta-malas do Peugeot e entrar em uma área de mata.

Alex afirmou que não teria participado diretamente desse momento e que permaneceu no carro. Mesmo assim, a indicação feita por ele coincidiu, segundo a polícia, com os resultados obtidos por outras técnicas investigativas.

O local fica no distrito de Ravena, em Sabará, próximo à Estrada do Capão.

O que aconteceu na área de mata?

De acordo com o depoimento apresentado à polícia, Marcos teria retirado uma lona do porta-malas do Peugeot e levado o corpo de Evellyn para dentro da região de mata.

Marcos, porém, foi assassinado em setembro de 2024.

Segundo o delegado, os investigadores identificaram indícios de que o homicídio dele pode ter relação com o crime de Sabará.

Por que o corpo não foi encontrado?

A Polícia Civil realizou buscas na região indicada pelos investigados. Foram utilizados cães especializados, técnicas de engenharia, equipes de busca e outros recursos.

Apesar do trabalho, os restos mortais da menina não foram localizados.

Segundo o delegado, o intervalo de aproximadamente três anos entre o desaparecimento e as buscas dificultou o trabalho das equipes especializadas. O tempo e as condições naturais da região prejudicaram, inclusive, a utilização de cães farejadores.

Ainda assim, a polícia afirma que os elementos reunidos no inquérito permitiram concluir que aquele era o local onde o corpo teria sido deixado.

Depoimentos foram confirmados por outras provas

A Polícia Civil destaca que a conclusão não se baseou apenas nas confissões.

Segundo delegado, as informações apresentadas pelos investigados foram confrontadas com as demais provas produzidas durante a investigação.

Alex, por exemplo, relatou a participação de Sheila no aluguel e na condução do Peugeot, a presença dele e de Marcos no veículo, a invasão ao salão de beleza, a troca dos carros e a ida ao sítio onde Evellyn teria permanecido.

De acordo com o delegado, esses relatos foram corroborados pelas técnicas investigativas utilizadas pela polícia, incluindo a análise dos deslocamentos dos veículos.

Sheila também prestou depoimento

Inicialmente, Sheila teria optado por não prestar declarações. Após a confissão de Alex, porém, decidiu falar aos investigadores.

Segundo a Polícia Civil, o depoimento dela também colocou os envolvidos na dinâmica do crime e confirmou elementos já obtidos durante a apuração.

“Essa finalização da investigação com os depoimentos formais são só um pequeno acréscimo perto da riqueza de detalhes e técnicas que foram empregadas”, afirmou.

Investigação foi concluída

Com a reunião das provas, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou os investigados pelos crimes de triplo homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, adulteração de veículo e associação criminosa. 

Segundo Murillo Ribeiro de Lima, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público. Os envolvidos foram denunciados e a Justiça já recebeu a denúncia.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.

 

 

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