Caseiro que matou companheira e postou foto em MG amarrou vítima no teto
Homem de 28 anos postou foto no Whatsapp, atirou contra os policiais e morreu durante confronto; crime aconteceu na zona rural de Funilândia

Depois de matar a companheira e publicar uma foto em seu Whatsapp, o caseiro João Paulo Magela Teixeira, de 28 anos, amarrou as pernas da mulher e as prendeu no teto do imóvel. O crime aconteceu na noite desta segunda-feira (19), na zona rural de Funilândia, a cerca de 20 km de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais.
As informações foram dadas pelo tenente Rafael Santos, do 25º Batalhão, em entrevista à Itatiaia nesta terça-feira (20). João Paulo morreu após entrar em confronto com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
Dono de sítio acionou a PM
Na noite desta segunda o caseiro matou a companheira Gerssica de Souza Vieira, de 31 anos, com quatro disparos de espingarda, na residência do casal. O sítio onde João Paulo trabalha como caseiro fica próximo ao imóvel.
Depois de matar Gerssica, o caseiro postou uma foto do corpo no status do WhatsApp e mandou a imagem para o proprietário do sítio, que acionou a Polícia Militar.
Ainda segundo o tenente, Gerssica foi encontrada sem vida, com as pernas amarradas e presas ao teto.
João Paulo fugiu, se escondeu no sítio. Ao notar a chegada dos militares no local, efetuou disparos contra os policiais com a mesma arma usada no crime. Durante o confronto ele foi atingido e morreu.
A espingarda usada foi apreendida.
Homem tinha histórico de violência doméstica

Segundo a PM, Gerssica tinha histórico de atendimento pela Rádio Patrulha de Proteção à Mulher, equipe especializada no acompanhamento de casos de violência doméstica.
O tenente afirmou que serviço já havia iniciado o atendimento e incluído a vítima no protocolo de proteção. Ela estava na etapa final do acompanhamento, mas não quis se afastar do companheiro.
"É uma situação difícil que a gente não pode julgar. A gente não sabe o que passa na cabeça da vítima. É um estado, às vezes, de dependência emocional. Infelizmente ela não quis pedir a medida protetiva e se afastar dele", comentou o tenente.
Mãe da vítima recebeu assistência social
A mãe de Gerssica, uma idosa, estava no imóvel no momento da ocorrência. Como a equipe não conseguiu localizar familiares ou outras pessoas que pudessem assumir os cuidados dela, a assistência social do município de Funilândia foi acionada.
Policias vão ser ouvidos
Os policiais militares envolvidos no confronto serão ouvidos durante a apuração da ocorrência. Segundo a informação repassada pela equipe policial, está sendo lavrado o auto de prisão em flagrante, e o procedimento será encaminhado à Justiça Militar Estadual.
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Mulheres que sofrem violência ou conhecem alguém nessa situação podem buscar ajuda pelo Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, gratuitamente, para receber denúncias, orientações e informações sobre serviços de atendimento. Em situações de emergência, quando a vítima estiver em perigo imediato, a orientação é ligar para o 190, da Polícia Militar.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.




