Capitã da PMMG morta em BH: STJ retira da Justiça militar decisões urgentes sobre o caso
Determinação do Superior Tribunal de Justiça determinou que medidas urgentes sejam analisadas pela Justiça comum

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu uma liminar que determina que a Justiça comum analise as medidas urgentes no caso do sargento da Polícia Militar (PMMG) Eduardo Abner Pereira de Oliveira, suspeito de matar a capitã Michele Leão Azevedo em Belo Horizonte.
A decisão também determinou que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) reavalie a prisão preventiva do suspeito, decretada pela Justiça Militar.
A defesa de Eduardo Abner Pereira de Oliveira entrou com um recurso no STJ para alegar que a Justiça comum e a Justiça militar investigavam os mesmos fatos. A liminar que determinou que as medidas urgentes sejam analisadas pelo TJMG é válida enquanto não houver definição do ramo judicial competente.
O inquérito policial militar, no entanto, poderá continuar para apurar outras possíveis infrações militares.
Relembre o caso
Na noite de 20 de julho, a capitã da PMMG Michele Leão Azevedo deu entrada sem sinais vitais e com múltiplas lesões corporais no Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte.
Eduardo Abner relatou à corporação que o casal teria dado uma festa no apartamento onde morava, no bairro Santa Cruz, na Região Nordeste. Após a saída dos convidados, por volta das 5h, eles teriam tido relações sexuais consensuais envolvendo práticas de dominação e agressões físicas, conhecidas como "spanking".
O suspeito alegou que esse tipo de prática fazia parte do relacionamento, que tinha cerca de oito anos, e que os atos daquela madrugada foram gravados em vídeo. Ele também disse que as práticas incluíam agressões corporais, compressão do pescoço e outros atos de dominação.
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O militar argumentou ainda que, por volta do meio-dia, a esposa teria caído da escada de casa, sofrido um corte profundo na cabeça e machucado a boca. Segundo ele, Michele reclamava de forte tontura, mas não quis ir ao médico por sentir vergonha do estado em que estava após o uso de ecstasy.
Conforme a versão apresentada pelo sargento, ele teria prestado os primeiros socorros, dado banho na esposa, controlado o sangramento e, em seguida, colocado Michele deitada. Os dois teriam dormido por volta das 15h e, apenas às 21h, ele teria percebido que a mulher não respondia aos estímulos.
Em 29 de agosto, o Ministério Público (MPMG) denunciou o sargento pelos crimes de feminicídio, fraude processual, lesão corporal e tráfico de drogas.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio




