Caminhoneiro que atropelou e matou a esposa no Anel Rodoviário diz que foi acidente
Homem contou o que tinha ocorrido em conversa com uma cunhada

Cristina Miranda, irmã da monitora educacional Jaqueline Miranda Evangelista Ferreira, de 39 anos, morta atropelada pelo próprio marido no Anel Rodoviário na frente da filha, de 6, disse à imprensa nesta sexta-feira (3) que o cunhado, suspeito de feminicídio, vai ser entregar e que a tragédia foi um acidente.
Cristiana disse que conversou com o cunhado por chamada de vídeo e ouviu a versão dele. Ela explicou que a irmã tinha o costume de monitorar o marido via aplicativo, uma vez que ele tem histórico de uso de drogas e rebite.
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Na madrugada dessa quinta-feira (2), ela viu que o marido estava demorando a chegar em casa e foi até o posto no Anel Rodoviário indicado no aplicativo. Na versão contato por homem à cunhada, Jaqueline foi na direção do caminhão, que estava em movimento. O marido não teria percebido a presença dela e a atropelou. Quando percebeu o que tinha ocorrido, ficou desesperado e fugiu. “Foi um acidente e eu perdi a cabeça”, teria dito o caminhoneiro à cunhada.
Cristina Miranda disse que a família acredita na versão do cunhado, uma vez que o casal não tinha histórico de violência.
Polícia Civil
Em nota divulgada no final da manhã, a Polícia Civil informou trabalhar com a hipótese de feminicídio. "No momento, equipes policiais estão em busca do suspeito. Um inquérito policial foi instaurado e a investigação tramita no Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídio, que é vinculado ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)".
Enterro
O corpo de Jaqueline foi velado na manhã desta sexta-feira (3), no Cemitério Nossa Senhora da Glória, no bairro Bandeirantes, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Em luto, a escola onde ela trabalhava está com as aulas suspensas.
O caso foi registrado na madrugada dessa quinta-feira (2), no bairro Olhos D'água, na região Oeste de Belo Horizonte. De acordo com o boletim de ocorrência, ela embarcou em viagem por aplicativo ao lado da criança, de Betim, na região metropolitana, até às margens do Anel, próximo ao km 524, sentido Rio de Janeiro, para encontrar o marido, que é caminhoneiro.
Por volta de 1h30, o funcionário de um posto de gasolina ouviu um barulho e uma menina gritando "papai, papai". O suspeito atropelou a vítima e passou com o caminhão por cima do corpo. A mulher morreu ainda no local. A criança ficou sob cuidados da avó.
Colegas de trabalho estão chocados e emocionados com a tragédia. Jaqueline era monitora de alunos autistas e com déficit de atenção. Ela cuidava de oito crianças por dia.
Histórico do casal
Nessa quinta-feira (2), a reportagem da Itatiaia conversou com familiares dos envolvidos. Todos disseram que o casal não tinha histórico de violência, vivia bem e até viajava. Os dois cresceram juntos no bairro Riacho das Pedras e o caminhoneiro era considerado como membro da família de Jaqueline.
Entretanto, uma parente disse à polícia que que era comum Jaqueline ir aos postos de combustível para ver se o marido estava com outra mulher. Os dois já se desentenderam outras vezes.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.

