Brigadeirão envenenado: delegado faz revelação sobre motivo do crime
A polícia continua investigando o caso e, até o momento, duas pessoas foram presas, incluindo a cigana Suyany Breschak

A polícia do Rio de Janeiro segue investigando o caso do empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond, de 45 anos, que foi encontrado morto em seu apartamento no dia 20 de maio. Nesta sexta-feira (31), o delegado Marcos Buss da 25ª Delegacia Policial de Engenho Novo fez algumas declarações sobre a investigação e a principal suspeita do caso, a namorada de Luiz, Júlia Andrade Cathermol Pimenta.
No entanto, com a resistência de Luiz à união, Júlia teria tomado outra decisão. “E, com a resistência do empresário, então, Júlia decidiu efetivamente dar cabo da vida dele, subtrair bens e fazer outras transações para se apropriar de bens e valores”, conclui o delegado.
Entenda o crime
Luiz foi dado como desaparecido no dia 17 de maio. Câmeras de segurança flagraram Júlia e Luiz Marcelo no dia da morte do empresário. As imagens, gravadas pelas câmeras de monitoramento do prédio onde o casal morava, no bairro Engenho de Dentro, na Zona Norte da capital, flagraram a vítima com o doce em mãos, dentro do elevador.
A primeira imagem é do dia 17 de maio, dia da morte do empresário. Às 17h04, o casal aparece no elevador do prédio com duas cervejas e um prato em mãos. Os dois descem até a portaria e voltam 40 minutos depois. Às 17h46, o casal aparece novamente no elevador já sem as cervejas, mas ainda com o prato. Para a polícia, existe a possibilidade do prato conter o brigadeiro envenenado. Neste mesmo dia, Luiz Marcelo come o brigadeirão e morre.
Polícia prende cigana envolvida na morte de empresário envenenado com brigadeirão no Rio | CNN BrasilCréditos: CNN Brasil
O laudo da necrópsia não determinou a causa da morte. No entanto, os peritos identificaram uma pequena quantidade de líquido achocolatado no sistema digestivo. De acordo com o laudo, Luiz morreu três ou seis dias antes do corpo ser localizado. Com isso, a polícia acredita que Júlia chegou a dormir na mesma casa onde estava o cadáver durante todo o fim de semana dos dias 18 e 19 de maio.
No dia 19, as câmeras do prédio filmaram Júlia dentro do elevador, vestida com uma roupa de academia. Às 10h53, ela volta para o apartamento sozinha e parece mandar um áudio ainda dentro do elevador. No dia seguinte, em 20 de maio, Júlia aparece deixando o prédio com uma mala.
Na fuga, a suspeita teria levado os pertences do empresário e o carro dele. Nesse tempo, ainda segundo a polícia, ela chegou a enviar mensagens pelo celular do empresário se passando por ele. No mesmo dia, após Júlia fugir, o corpo do empresário foi encontrado no apartamento. Vizinhos chamaram a polícia após sentirem um cheiro forte no local. Júlia segue foragida.
Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.



