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BH proíbe circulação de carroças puxadas por animais a partir desta quinta (22)

Prefeitura prevê transição com triciclos, enquanto multa a carroceiros é suspensa após atuação da Defensoria

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Carroceiros temem deslocamento no mercado de trabalho com proibição de atividade
Sem um censo oficial sobre essa população na capital, órgãos estimam que cerca de 10 mil famílias dependam da atividade de carroceiros na Região Metropolita • Karoline Barreto/CMBH

A partir desta quinta-feira (22), fica proibida a circulação de veículos de tração animal em Belo Horizonte.

Nas redes sociais, apoiadores da causa animal comemoram a medida e afirmam que o dia esperado finalmente chegou. Por outro lado, os carroceiros consideram uma vitória a suspensão das multas para quem for flagrado circulando com carroças, decisão obtida após atuação da Defensoria Pública de Minas Gerais.

Nas próximas horas, a expectativa é observar como será o cenário nas ruas da capital e se ainda haverá circulação de carroças com cavalos.

Para entender a polêmica, é preciso voltar a 2021, quando a proibição foi aprovada na Câmara Municipal, sob o argumento de que a atividade envolve maus-tratos aos animais.

Na época, foi estabelecido um prazo de dez anos para a transição do transporte por tração animal para veículos motorizados.

Em 2023, no entanto, a legislação foi alterada e o prazo de adaptação reduzido para cinco anos. Com isso, a data da proibição chegou.

A Defensoria Pública de Minas Gerais argumenta que a medida representa um risco concreto de extinguir a única fonte de renda de famílias vulneráveis que dependem da atividade de carroceiro, o que motivou a suspensão das multas enquanto a questão segue em debate.

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Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que promove uma transição responsável desse modelo de transporte, oferecendo triciclos motorizados, além de apoio técnico e administrativo para que carroceiros idosos ou com deficiência tenham acesso ao Benefício de Prestação Continuada. O município também disponibiliza cursos profissionalizantes com bolsa no valor de um salário mínimo.

Segundo a prefeitura, os animais poderão permanecer com os carroceiros ou ser doados a organizações parceiras.

A administração municipal afirmou ainda que oferece serviços como microchipagem, vacinação, fornecimento de medicamentos, ações educativas e palestras sobre bem-estar animal, além do recolhimento e atendimento veterinário de equídeos encontrados em vias públicas.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

 

 

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