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BH prepara áreas de risco para as chuvas com mais de R$ 11 milhões em obras e prevenção

Prefeitura reforça prevenção antes do período chuvoso; regiões com encostas, vilas e favelas estão entre as prioridades

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Belo Horizonte deve registrar chuvas de até 100 mm até o próximo domingo
Chuva em BH • Arquivo Itatiaia

Belo Horizonte já investiu mais de R$ 11 milhões em 2026 para reduzir os riscos de deslizamentos e outros problemas provocados pelas chuvas em áreas de encostas, vilas e favelas. O volume de recursos foi apresentado durante audiência pública na Câmara Municipal, que discutiu as medidas de preparação da capital para o próximo período chuvoso.

Do total, R$ 9,3 milhões foram aplicados em obras de mitigação de riscos e outros R$ 2 milhões na manutenção de estruturas já construídas.

A estratégia da Prefeitura é antecipar as intervenções antes da chegada das chuvas mais intensas. De acordo com a Urbel, as obras são planejadas a partir dos problemas identificados durante o período chuvoso anterior e executadas principalmente durante a estiagem.

Segundo o diretor de Manutenção e Áreas de Risco da Urbel, Marcelo de Camargos Pereira, o trabalho envolve obras e monitoramento permanente das áreas consideradas vulneráveis.

Marcelo de Camargos Pereira, diretor de Manutenção e Áreas de Risco da Urbel • Fabiano Frade/Itatiaia
Marcelo de Camargos Pereira, diretor de Manutenção e Áreas de Risco da Urbel • Fabiano Frade/Itatiaia

Entre as regiões que normalmente demandam maior atenção estão Venda Nova, Barreiro, Leste e Centro-Sul, mas a atuação não se limita a esses locais. A Urbel mantém equipes espalhadas pela cidade para identificar situações de risco e realizar vistorias.

Prevenção é feita durante todo o ano

O programa estrutural de áreas de risco de Belo Horizonte funciona há mais de 30 anos. Além das obras, as equipes realizam vistorias em moradias e acompanham áreas onde existe possibilidade de deslizamentos ou outros acidentes relacionados às chuvas.

A preocupação também envolve novas ocupações em áreas de encosta. A Prefeitura mantém um grupo específico para acompanhar esses locais, inclusive regiões que ainda não fazem parte oficialmente do zoneamento urbano.

Segundo a Urbel, mesmo sem uma definição formal no planejamento urbano, essas áreas já são vistoriadas pelas equipes municipais.

A avaliação dessas ocupações também pode contribuir para futuras discussões sobre o Plano Diretor de Belo Horizonte e para a definição de áreas que possam ser enquadradas como Áreas Especiais de Interesse Social (AEIS).

Com a aproximação do período chuvoso, a Prefeitura aposta na combinação de obras, manutenção e monitoramento para reduzir os riscos e evitar acidentes em áreas vulneráveis da capital.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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