BH muda estratégia e vai à Justiça contra donos de lotes com focos de mosquito da dengue
Somente neste ano, foram contabilizados 4.957 casos confirmados de dengue; três pessoas morreram

Donos de imóveis que descumprirem determinação da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para acabar com focos de dengue vão ser acionados judicialmente.
A medida será adotada pela Procuradoria Geral do Município a partir de vistorias realizadas pela Fiscalização Municipal e Vigilância Sanitária e quando for constatado o descaso com a conservação da propriedade para evitar proliferação do Aedes aegypti – vetor de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya.
Nessa terça-feira (24), a PBH ajuizou a primeira Ação Civil Pública envolvendo os proprietários de um lote abandonado cuja construção foi demolida e os entulhos serviam de foco para a proliferação do mosquito. Com o não atendimento das determinações da Fiscalização Municipal, o caso foi encaminhado para as providências judiciais.
Além de requerer a intervenção do Poder Judiciário para obrigar os proprietários a adotarem todas as medidas para colocar fim aos focos de dengue, a Procuradoria-Geral do Município ainda pediu a condenação em danos morais coletivos estimados em R$ 100 mil.
Os valores serão usados em medidas de combate à dengue na cidade.
Somente neste ano, foram contabilizados 4.957 casos confirmados de dengue em Belo Horizonte, além de três mortes confirmadas pela doença.
Jornalista formado pela Universidade FUMEC com ênfase em Gestão de Crises Institucionais. Na Itatiaia desde 2017, cobriu grandes eventos ligados à Igreja Católica, como a beatificação da mineira Isabel Cristina Mrad Campos e a morte do Papa Emérito Bento XVI, em 2022. Além de repórter, é produtor e editor do programa "Café com Notícia"
