Quem frequenta os espaços públicos de Belo Horizonte aprova a instalação de
Foi justamente no local que a reportagem conversou com o vigilante Hélio Dutra, de 56 anos, que avalia positivamente a iniciativa, mas aponta problemas no uso.“Foi muito boa a iniciativa. Pena que não tem uma pessoa responsável tomando conta, porque as pessoas acabam estragando e sujando. Às vezes a pessoa chega para usar e o banheiro não está adequado. Podia colocar mais banheiros para a população, porque no dia a dia a gente precisa usar”, afirmou.
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A doméstica Geralda Magela contou que, no início, o banheiro funcionava bem, mas afirma que o serviço piorou com o tempo.“No começo foi uma maravilha, mas depois moradores de rua invadiram e acabou a nossa preferência. Está sujo, quebrado, não tem água, não tem papel. Assim não dá para usar”, relatou.
Balanço da prefeitura
O arquiteto da Secretaria Municipal de Política Urbana de Belo Horizonte, Tarcísio Cunha, avalia que o primeiro ano do projeto tem saldo positivo.“A gente tem percebido um balanço positivo. Começamos com poucas unidades e a adesão tem sido boa. Continuamos defendendo banheiros gratuitos em locais estratégicos, com muito trânsito de pessoas. Por isso eles começaram inicialmente na região central”, explicou.
Segundo ele, atualmente são dez cabines no total — todas acessíveis e unissex — disponíveis todos os dias.“São 10 cabines de banheiros, todos acessíveis e unissex. Eles ficam disponíveis de 6h às 22h, todos os dias, de domingo a domingo”, detalhou.
De acordo com a prefeitura, os banheiros já registraram cerca de 850 mil usos desde a instalação.“Pelo levantamento feito, temos aproximadamente 850 mil usos e uma média de cerca de 2.800 utilizações diárias nessas cabines”, afirmou.
Mau uso e depredação
A prefeitura também reconhece desafios relacionados ao mau uso dos equipamentos, o que pode comprometer o funcionamento.“Existe um mau uso muito em função de jogar coisas no chão do banheiro. O papel higiênico foi feito para ser jogado dentro do vaso, porque ele se dissolve rápido. Pedimos que a população jogue o papel dentro do vaso e não deixe outros materiais no chão”, explicou Tarcísio.
Segundo ele, objetos deixados dentro das cabines podem prejudicar o sistema automático de limpeza.Como funciona a limpezaMesmo sendo autolimpantes, os banheiros também recebem manutenção manual diária.“O banheiro opera com um sistema de autolimpeza a cada cinco usos. Ele pausa para a lavagem interna antes de voltar a funcionar”, disse.
Além disso, equipes fazem limpeza manual duas vezes por dia.“Apesar da autolimpeza, é necessária uma limpeza manual, que é feita duas vezes por dia, todos os dias, pela equipe responsável”, completou.