Aumento da gasolina é item que mais pesa inflação em maio
Brasil teve queda do preço do combustível nas últimas semanas mas MG não acompanhou o ritmo; segundo o IBGE, o aumento foi de 1,90%

O preço da gasolina teve um aumento médio de 1,90% em maio, conforme a previa da inflação, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o combustível foi o que mais influenciou a elevação dos preços no mês, com alta média de 0,44% dos preços em geral.
Nas últimas semanas, o país registrou uma leve queda no preço da gasolina e do etanol, mas os postos de Minas Gerais não acompanharam o ritmo. É o que aponta levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Com o aumento, motoristas chegam a gastar mais de dois mil reais por mês para abastecer o carro.
O engenheiro Antônio Ponciano usa carros todos os dias e contou que a alternativa vai ser evitar o uso próprio. 'A questão é tentar diminuir o máximo do uso do próprio veículo, porque se você tiver que fazer tudo usando o veículo, você pode parar de trabalhar'.
Diante de mais um aumento, a gerente de um posto da região Oeste de BH afirma que o número de clientes que pedem para encher o tanque acaba reduzindo.
'A reação dos motoristas é um pouco assustadora devido ao aumento. Mas como o combustível, independente do valor, não é mais um luxo e sim uma necessidade, eles continuam abastecendo', disse Jéssica Guimarães à Itatiaia.
Para não perder os clientes, a gerente conta que a 'saída' é priorizar a qualidade do atendimento padrão, oferecendo os demais serviços do posto e no primeiro contato já sugerir completar o tanque.
Além da gasolina a passagem aérea voltou a contribuir para a alta do grupo de transportes da inflação em maio a prévia aponta um crescimento de 6,4% no período.
Júlio Vieira é repórter da Itatiaia.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde




