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Alimentação fora de casa encarece quase 9% e aumento deve continuar até o fim do ano

Estudo do IPAD, da UFMG, aponta alta nos preços em 2025 e prevê mais aumentos no segundo semestre com a pressão das festas de fim de ano

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Foto mostra prato de comida
A alta é puxada por custos como energia, água e mão de obra • Maurício de Almeida/TV Brasil

O preço das refeições em bares e restaurantes subiu 8,87% nos últimos 12 meses e cerca de 5% só em 2025, segundo levantamento do Fundação IPEAD/UFMG (IPEAD), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), divulgado nesta segunda-feira (11). A alta é puxada por custos como energia, água e mão de obra.

“Vários fatores influenciam, como o aumento na conta de luz, que subiu não só pela tarifa, mas também pela mudança de bandeira tarifária. Em agosto, por exemplo, entramos na bandeira de maior valor, o patamar dois. A conta de água também ficou mais cara no início do ano, e há ainda o reajuste anual da mão de obra. Tudo isso é repassado, de forma direta ou indireta, para o preço final das refeições”, explicou Eduardo Antunes, gerente de pesquisas do IPAD.

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A empregada doméstica Solange de Oliveira, que come fora de casa todos os dias, sente no bolso: “Já fui a lugares em que paguei um absurdo e a comida não valia nada. A gente fica entre a cruz e a espada: se quer comer melhor, paga muito mais; se não, paga caro por algo ruim. Tem gente que leva marmita para evitar gastar na rua, mas nem sempre é possível. Aí, não tem jeito, é tirar do bolso e pagar.”

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.