Itatiaia

Afilhado dá versão de briga que terminou em golpe de cutelo em BH: 'A história não foi assim'

Familiar acusa vizinho de provocar a confusão ao forçar o cachorro a defecar no local; suspeito alega legítima defesa

Por e 
Crime ocorreu na Rua Morro de São Paulo, no Santa Cruz
Crime ocorreu na Rua Morro de São Paulo, no Santa Cruz • Google Street View

Um afilhado da mulher de 55 anos, que foi atingida por um cutelo durante uma briga na Rua Morro de São Paulo, no bairro Santa Cruz, na Região Nordeste de Belo Horizonte, nesse sábado (22), contou à reportagem da Itatiaia que ela teve um ferimento de 7 centímetros. Na ocasião, o homem acusou o suspeito de mentir sobre os fatos e afirmou que foi ele quem iniciou a discussão ao querer que seu cachorro defecasse no local.

De acordo com o parente da vítima, eles estavam em frente ao portão conversando normalmente quando avistaram o suspeito descendo de um carro de aplicativo e, depois, passeando com o seu cachorro.

"Com isso, ele falou com o pai dele que a gente já teve uma desavença um tempo atrás sobre esse negócio de fezes de cachorro aqui na minha porta. E os vizinhos falavam que era ele, que ele não pegava o cocô. Aí depois ele falou que passou a pegar e tal. Aí, com isso, ele passou, voltou, na nossa frente, do lado da porta da garagem, que é onde nós estávamos, ele parou o carro e começou a querer que o cachorro fizesse as fezes lá", iniciou.

Segundo ele, a princípio ignorou a provocação, porém, ao ouvi-lo falar sobre questões que o envolviam, decidiu interferir. "Aí eu achei ruim, eu não gostei. Eu falei com ele e tal... e começou aquela conversa. Aí ele chegou perto de mim, com o pai dele segurando o cachorro, e conversou... Eu já tinha conversado com ele e entrado em paz nessa confusão", contou ele, que alegou ter resolvido o problema, momento em que o suspeito lhe pediu desculpas.

"Na hora que ele foi embora, ele teve um atrito com a minha madrinha, que não aceitou a abordagem dele... querendo se mostrar e tal. Na versão dele, ele está falando que a gente é que estava alcoolizado e queria agredir, mas a história não foi assim", seguiu o afilhado da vítima, que explicou que, desde o início, ele estava com o cutelo na cintura.

"Aí ele tirou o cutelo, passou para o pai dele e levantou a camisa. Um rapazinho que ficava com a gente levantou a camisa para ver se ele não estava com arma nem nada e chegou perto. Na hora de conversar, minha madrinha não queria", contou ele, que depois compartilhou que sua madrinha pegou um spray de pimenta para se defender.

Ao espirrar o produto nele, ele teria dito ao rapaz: "'Agora eu quero ter problema contigo'. Foi para cima do rapazinho. Aí o rapazinho foi dar o soco, ele desviou, deu nele um soco e um chute na boca. Ele caiu no chão tonto e jogou o pai dele para o outro lado. Com isso, o pai dele levantou e a minha madrinha afastou." Depois disso, ele atingiu o rosto da mulher com a arma branca.

Com medo, o afilhado da vítima o empurrou, veio para casa e pegou um pedaço de toco. "Quando eu fui com o toco na rua da esquina, a minha madrinha estava com o rosto todo sangrando. Eu fiquei meio assustado, voltei com o toco, pus uma camisa, saí de novo, peguei um pano e chamei a polícia", disse.

Segundo ele, a polícia veio rapidamente e fez a abordagem, momento em que eles foram levados presos e sua madrinha, encaminhada ao Hospital Odilon Behrens. "O furo foi fundo. Foram uns 7 centímetros em frente à testa", contou.

Como está a vítima?

Conforme o afilhado da mulher, ela já recebeu alta médica e está bem. "Hoje, graças a Deus, ela está bem, recebeu alta, está de repouso. O médico mandou ela ficar tranquila, para ela não sair".

"Ele deu a versão dele, ele está arrependido, beleza, aconteceu. Na hora, o pessoal com álcool na cabeça faz qualquer coisa. Tudo bem. Mas é o seguinte: ele tem que saber com quem ele está mexendo, porque hoje em dia o ser humano tá assim, por qualquer coisa estão querendo se matar", acrescentou.

Em sua versão, o suspeito alegou que a família da vítima iniciou a briga e que seu pai agiu em legítima defesa.

Por

Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

Por

Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.

 

 

Belo Horizonte