Abdominoplastia: Instituto de Obesidade de BH tem a 2ª morte em 16 meses
Cirurgia plástica acaba em morte em Belo Horizonte

A morte de uma paciente de 38 anos nesta terça-feira (25), após complicações de uma abdominoplastia, é a segunda registrada no Instituto Mineiro de Obesidade de Belo Horizonte em 16 meses. Em dezembro de 2021, Lidiane Aparecida Fernandes Oliveira passou mal após abdominoplastia e lipoaspiração, chegou a ser socorrida no Hospital Vera Cruz, mas não resistiu.
O cirurgião plástico responsável pelo procedimento foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio culposo (quando uma pessoa mata a outra sem ter a intenção).
No caso desta terça-feira (25), a paciente, que não teve o nome revelado, também teve complicações após procedimento abdominoplastia e evoluiu para uma parada cardíaca por volta das 4 horas da madrugada.
Em entrevista à Itatiaia, médico e diretor-técnico do instituto, Leonardo Salles, disse que a mulher tinha histórico de trombose e garantiu que todos os pacientes são informados previamente sobre os riscos.
“Os pacientes são alertados do risco, não só no caso dela, mas de todos os pacientes, a gente faz a profilaxia para trombolismo”, disse.
Procurada pela Itatiaia, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informa que o Instituto Mineiro de Obesidade de Belo Horizonte possui alvará de localização e funcionamento válido até 26 de setembro de 2026.
Polícia Civil
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que "instaurou inquérito para apurar a causa e circunstâncias da morte de uma mulher durante procedimento cirúrgico em uma clínica localizada no bairro de Lourdes, na região Centro-Sul, na capital. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal dr André Roquette onde será submetido a necropsia e formal identificação. Mais informações serão repassadas ao longo das investigações".
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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.
