STJ concede liminar e revoga prisão de Oruam
Rapper estava preso desde o dia 22 de julho e foi indiciado por sete crimes

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu um pedido de liminar e revogou a prisão preventiva do cantor Mauro Davi dos Santos Nepomucenoeno, o Oruam.
O rapper estava preso desde o dia 22 de julho e foi indiciado por sete crimes: tráfico de drogas, associação ao tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.
"O relator do recurso em habeas corpus, ministro Joel Ilan Paciornik, concedeu liminar para revogar a prisão preventiva de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno até o julgamento definitivo do recurso, determinando sua substituição por medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP, a serem definidas pelo juiz de primeiro grau", informou o STJ à Itatiaia.
Ainda segundo o STJ, o ministro observou que o decreto de prisão preventiva tem fundamentação insuficiente, em princípio, para a imposição da segregação antecipada. Para o ministro, o julgador de primeiro grau usou de argumentos vagos para se reportar ao risco de novas práticas criminosas e de fuga, sendo que o recorrente é primário e teria se apresentado espontaneamente para o cumprimento do mandado de prisão.
Quem é Oruam?
Oruam é um dos nomes mais populares do rap e do trap nacional. Ele ficou conhecido em 2022 quando lançou a música “Invejoso” e passou a integrar a gravadora Mainstreet, de Orochi. Desde então, acumulou sucessos e se apresentou em grandes festivais, como o Rock in Rio e o Lollapalooza, em 2024.
O rapper ganhou ainda mais atenção por ser filho do traficante Marcinho VP, preso desde 1996 e apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV). Nas redes sociais, Oruam costuma ostentar joias, carros, festas milionárias e também um gato da raça Savannah F1, que pode custar até R$ 100 mil.
Criado na comunidade da Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, Oruam começou a gravar suas primeiras músicas em 2021. Ele é filho de Márcia Gama e tem quatro irmãos.
Uma das diversas polêmicas envolvendo o artista são as tatuagens de rostos de criminosos, como Elias Maluco, condenado pela morte do jornalista Tim Lopes.
*Matéria em atualização
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde
Izabella Gomes se graduou em Jornalismo na PUC Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias de Educação e Saúde.





