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Policiais da PRF admitem que atiraram contra carro em que jovem foi baleada na cabeça

Em depoimento, os três agentes da PRF dispararam que ouviram disparos e deduziram que os tiros vinham do veículo da família de Juliana Rangel, de 26 anos; jovem ficou 30 dias entubada e voltou a falar.

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Policiais da PRF admitem que atiraram contra carro em que jovem foi baleada na cabeça. • Reprodução | TV Globo

Os policiais Leandro Ramos da Silva, Camila de Cássia Silva Bueno e Fábio Pereira Pontes, são os três agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que atitaram contra o carro em que Juliana Rangel, de 26 anos foi atingida na cabeça no dia 24 de dezembro de 2024 e assumiram que atitaram contra o veículo.

Juliana estava com a família quando ia do Rio de Janeiro para Niterói e foram abordados pela PRF, de onde aconteceram os disparos. Em depoimentos, os três disseram que ouviram disparos e deduziram que os tiros vinham do carro da família dela.

Em depoimentos, os três disseram que: “ouviu disparos de arma de fogo que pareciam vir do veículo que ria abordado, assim, os companheiros começaram a efetuar disparos na direção do veículo que continuou em movimento”. Em outro trecho do depoimento os três reconhecem que atiraram.

“Todos os ocupantes da viatura efetuaram disparos, o declarante e Leandro de fuzil e a motorista Camila de pistola”, mostrou o documento em reportagem do Fantástico nesse domingo (26).

A jovem precisou ficar entubada e passou por uma traqueostomia. Foram 31 dias de angústia, até esse domingo (26), quando ela falou pela primeira vez.

Quando Juliana foi atingida, o pai dela estava dirigindo o carro. A mãe ao lado e, no banco de trás, Juliana, o irmão e a namorada dele. Eles passavam pela rodovia Washington Luís, na altura de Caxias, na Baixada Fluminense.

Juliana contou que levou o tiro para salvar o irmão com deficiência visual

“Tomei o tiro tentando salvar meu irmão. Mandei meu irmão abaixar, porque ele tem deficiência visual. Pensei que ele estava agachado e tomei o tiro”, detalhou ela após um mês entubada.

“Quero Justiça gente, porque lembro que foi policial, eu olhei para trás. Porque quando falou que era tiro, eu não acreditei. Fui olhar se era bandido ou outra coisa, aí vi”, disse.

“Graças a eles eu estou aqui”, finalizou. Conforme os médicos, os primeiros socorros salvaram a vida de Juliana. A bala não chegou a ficar alojada na cabeça dela.

“No CTI ela passou por vários processos, ela teve uma melhora significativa, ela voltou a andar, tomou banho no chuveiro com ajuda e agora por último ouvimos a voz de Juliana”, disse o médico e diretor-geral do Hospital Adão Pereira Nunes, Thiago Pereira Rezende.

Em nota, a Polícia Federal disse que "as investigações seguem em andamento, aguardando a conclusão da perícia técnica criminal do local de crime”.

Também por nota, a defesa dos três policiais rodoviários federais reafirmou o que eles disseram em depoimento:

"Que durante a abordagem foram ouvidos estampidos e que, naquele momento, os agentes acreditaram que o barulho vinha do carro da família. Isso os levou a efetuar os disparos".

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

 

 

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