Bebê dado como morto é visto se mexendo dentro de saco por agente funerária: 'Susto'
Noah Gabriel da Cruz Santos foi dado como morto e voltou a ter sinais vitais

Um bebê de apenas 2 meses, dado como morto na Santa Casa de Rio Claro, em São Paulo, voltou a ter sinais vitais depois de duas horas. Quem viu que Noah Gabriel da Cruz Santos estava vivo foi a agente funerária Regina Célia Paschoal, que viu o menino se mexendo dentro de um saco.
A mulher contou que, após ver o bebê se mexendo dentro do saco utilizado para colocar cadáveres, o abriu. Dessa forma, o bebê começou a se mexer mais ainda.
"Foi um susto, uma emoção grande de ver que a gente foi buscar um morto e estava vivo", disse, em entrevista à EPTV, afiliada da Globo.
Noah foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal logo após o nascimento, no dia 15 de junho. Ele aguardava transferência para um hospital especializado para realizar uma cirurgia, mas apresentou piora no estado de saúde e sofreu uma parada cardiorrespiratória. O caso aconteceu exatamente um mês após o nascimento dele, na quarta-feira (15).
Os profissionais fizeram manobras de ressuscitação por aproximadamente 45 minutos e o óbito foi constatado. A mãe dele, Letícia Cristina da Cruz Santos, relatou ter presenciado o ocorrido e viu o filho sem vida. "Milagre não se explica, se vive", disse ela.
Noah foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da Universidade de São Paulo (USP) na sexta-feira (17) para dar continuidade ao tratamento.
Em nota, a Santa Casa de Rio Claro informou que "todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos, não havendo qualquer falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto diante das evidências existentes naquele momento". "A Santa Casa reafirma seu compromisso com a ciência, a ética e a transparência, ao mesmo tempo em que reconhece que este foi um acontecimento extraordinário que marcou profundamente todos os que participaram desse momento", dizia o comunicado.
Leia a nota na íntegra:
"No dia 15 de junho de 2026, logo após o nascimento, o paciente N.G.C.S. deu entrada na UTI Neonatal da Santa Casa de Rio Claro com questões clínicas que exigiam uma cirurgia em unidade hospitalar especializada, fora do município de Rio Claro. A partir daí, passou a receber atendimento na UTI Neonatal enquanto aguardava a transferência cirúrgica.
No dia 15 de julho de 2026, N.G.C.S apresentou uma piora clínica, evoluindo para uma parada cardiorrespiratória. Imediatamente, foram iniciadas todas as manobras de reanimação cardiopulmonar, conduzidas por aproximadamente 45 minutos, em estrita conformidade com os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Apesar de todos os esforços da equipe, o paciente evoluiu a óbito no final da tarde. É importante destacar que a Santa Casa de Rio Claro dispõe de uma UTI Neonatal amplamente equipada e de uma equipe altamente capacitada, incluindo a médica responsável pela reanimação, que possui 14 anos de atuação em Neonatologia.
Após a constatação do óbito, N.G.C.S permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal por aproximadamente uma hora, para trâmites legais e acolhimento aos pais. Em seguida, conforme protocolo institucional, foi encaminhado a outro setor, para o aguardo de retirada do corpo pela instituição definida pela família.
Cerca de duas horas após a constatação do óbito, o responsável indicado pela família percebeu a presença de sinais vitais e imediatamente acionou a equipe hospitalar. N.G.C.S foi prontamente reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e recebeu todos os cuidados intensivos necessários. Na manhã do dia 17 de julho, com a disponibilização da vaga que já aguardava previamente para continuidade do tratamento, N.G.C.S foi transferido para o hospital de referência.
A Santa Casa de Rio Claro e todo o corpo clínico da UTI Neonatal declaram ter vivenciado um dos episódios mais inexplicáveis de sua história centenária. Todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos, não havendo qualquer falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto diante das evidências existentes naquele momento. O protocolo brasileiro para constatação de óbito é reconhecido por seu elevado rigor e segurança.
Diante disso, a instituição respeita todas as manifestações e interpretações sobre o caso. Para muitos, inclusive entre profissionais e familiares, o que ocorreu é compreendido como um verdadeiro milagre. A Santa Casa reafirma seu compromisso com a ciência, a ética e a transparência, ao mesmo tempo em que reconhece que este foi um acontecimento extraordinário que marcou profundamente todos os que participaram desse momento."
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



