Polícia do RJ investiga grupo de justiceiros criado para “caçar” criminosos em Copacabana
Imagens que circulam nas redes mostram integrantes do grupo munidos de soco-inglês e pedaços de pau

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando a atuação de um grupo de justiceiros criado nas redes sociais para “caçar” criminosos envolvidos nos últimos episódios de assaltos e agressões ocorrido no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Em conversas de WhatsApp, o grupo promete “colocar ordem em Copacabana.”
“Rapaziada de Copacabana, vamos deixar os caras fazerem o que querem aqui no nosso bairro mesmo? Cadê a nossa rapaziada de 2015 que deixou esses cara pra correr? Vai esperar ser alguém da tua família? A polícia não pode fazer nada. Prende e solta. Não dá mais não. A gente tem que aprender de outra forma”, diz um dos participantes.
Outro integrante afirma que irá vingar uma das vítimas agredidas no bairro: “Eu vou partir assim, quebrar osso da cara. Deixar eles pior do q eles deixaram o coroa”.
A vítima a que ele se refere é o empresário Marcelo Rubim Benchimol, homem espancado em Copacabana na noite do último sábado (2), após tentar defender uma mulher de um assalto no bairro. Marcelo levou um soco no rosto e caiu desmaiado no chão.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram os integrantes do grupo de justiceiros munidos de soco-inglês e pedaços de pau. As agressões teriam começado na noite dessa terça-feira (5). Em um dos vídeos, é possível ver um homem sendo espancado por cerca de seis integrantes do grupo. Nas imagens, um deles diz que está agredindo “para não roubar mais”.
Procurada, a PC disse que “após tomar conhecimento do vídeo, a 5ª DP (Mem de Sá) instaurou inquérito. Diligências estão em andamento para identificar os envolvidos.”
A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar em nota, afirma que "convocações para agressões ou perturbação de ordem pública não são maneiras adequadas de resolver ações criminosas que vêm ocorrendo em Copacabana. É importante que a sociedade apoie, confie e colabore com as ações realizadas pelos órgãos de segurança pública, bem como de outros atores envolvidos." A PM informou, ainda, que atua com policiamento reforçado na região.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.
