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Polícia descobre que homem assassinado em Santos (SP) é sérvio procurado pela Interpol

Darko Gleiser é suspeito de ser 'matador de aluguel'; vítima usava nome e documentos falsos

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O sérvio Darko Geisler, morto em Santos (SP), era procurado pela Interpol • Reprodução

A Polícia Civil do Estado de São Paulo descobriu a verdadeira identidade de um homem assassinado em Santos, no litoral paulista, no último domingo (7). A vítima dizia ser natural da Eslovênia e que se chamava Dejan Kovac. Porém, o homem era, na verdade, o sérvio Darko Geisler. As informações são do portal G1.

Procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), Geisler é suspeito de ser matador de aluguel. O homem morreu após ser baleado na frente da esposa e do filho, no bairro Embaré, em Santos, quando chegava em casa.

O sérvio estava em uma bicicleta, em frente ao portão do prédio onde morava, quando um homem em outra bicicleta chegou por trás e disparou diversas vezes. O filho da vítima estava na cadeira da bicicleta e chegou a cair quando o pai foi executado.

Geisler chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória a caminho da Santa Casa de Santos.

Em nota à Itatiaia, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso "segue em investigação pela 3ª Delegacia de Homicídio da DEIC de Santos, que atua para prender o autor do crime".

Vida discreta

Darko Geisler trabalhava no Brasil como marceneiro. À TV Tribuna, afiliada da TV Globo, vizinhos do suspeito disseram que o homem era tranquilo e que o comportamento dele não levantava suspeitas. Ele morava em Santos há quatro anos, com a esposa e o filho.

Investigação

Após a morte do homem, a Polícia Civil recolheu o passaporte de Geisler (que usava o nome de Dejan Kovac) e comunicou o crime ao consulado esloveno, em Brasília. Porém, o governo do país informou que os dados não remetiam a nenhum cidadão.

A polícia brasileira decidiu enviar uma cópia do passaporte para o consulado, que informou que aquele documento havia sido perdido por outra pessoa em 2017. O documento, inclusive, havia sido cancelado.

A PC concluiu, então, que o homem assassinado não era Dejan Kovac, mas alguém com a identidade ainda desconhecida. Os investigadores descobriram uma publicação em um site sérvio sobre um homicídio em que o autor tinha características físicas idênticas ao do homem assassinado em Santos.

Após entrar em contato com o Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) e a Interpol, a polícia descobriu que o homem tratava-se de Darko Geisler.

Procurado pela Interpol

Depois de descobrir a verdadeira identidade da vítima, a polícia viu que o nome de Darko Geisler estava na lista de "difusão vermelha" da Interpol, como suspeito de integrar uma organização criminosa que atua na Sérvia.

Segundo o registro, ele teria cometido homicídios, além de portar armas e explosivos na capital Montenegro. Havia uma ordem de prisão internacional contra o sérvio. Caso o Geisler estivesse vivo, ele poderia ter sido preso pela polícia brasileira.

Com a morte do suspeito, o nome dele saiu da lista de "difusão vermelha" da Interpol.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.