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PF instaura operação para responsabilizar envolvidos em 'paredão de fogo' que atingiu o Pantanal

Segundo a PF, os incêndios que aconteceram na região foram criminosos e ocorreram com o intuito de realizar grilagem de terras da União

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Número de queimadas na região do Pantanal foi recorde em junho deste ano • Agência Brasil

Semanas após o Arraial São João, em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, gerar repercussão devido à festa em meio a um incêndio de grandes proporções na região, a Polícia Federal deflagou nesta quinta-feira (10) a Operação Arraial São João. Nela, os agentes cumprem três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Corumbá/MS, em conjunto com o Ibama e a IAGRO/MS.

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Repercussão dos incêndios

No fim de junho deste ano, vídeos gravados por uma moradora de Corumbá, no Rio Grande do Sul, viralizaram ao mostrar dezenas de pessoas na celebração do Arraial do Banho de São João do Corumbá, enquanto ocorria um paredão de fogo no Pantanal - próximo aos foliões. No local, as chamas consumiam a vegetação enquanto as pessoas se divertiam na festa, que é considerada patrimônio cultural imaterial do Brasil.

Na época, o Governo Estadual afirmou que a cidade estava há 72 dias sem chuvas e que a área do Pantanal atingida por incêndios era de 576 mil hectares - destes 430,1 mil no estado do Mato Grosso do Sul. A situação era tão crítica, que o governo do Estado solicitou apoio do governo federal para combater o fogo na região. O Exército disponibilizou quatro aeronaves de grande porte, 50 agentes da Força Nacional. Além disso, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) também cedeu três aeronaves para os trabalhos de combate ao fogo.

*Com informações de Talyssa Lima

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento