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Pesquisa da UFMG revela tendência de adoecimento de pessoas que precisam cuidar de familiar doente

Estudo identifica fatores que garantem a qualidade de vida dos cuidadores 

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Em alguns anos, estima-se que teremos muitas pessoas precisando de cuidados e poucas pessoas disponíveis para cuidar
Em alguns anos, estima-se que teremos muitas pessoas precisando de cuidados e poucas pessoas disponíveis para cuidar • Pixabay/ reprodução/ imagem ilustrativa

Analisar os fatores relacionados à qualidade de vida de cuidadores familiares e identificar iniciativas governamentais de apoio. Esse é o objetivo da pesquisa, desenvolvida com um grupo populacional de cuidadores familiares e seus dependentes, feita pelo enfermeiro Marcus Luciano de Oliveira Tavares, do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“São doentes cuidando de outros doentes. Em alguns anos, estima-se que teremos muitas pessoas precisando de cuidados e poucas pessoas disponíveis para cuidar. Esse fenômeno tem relação com a inserção da mulher no mercado de trabalho e com a ocorrência de sequelas e lesões incapacitantes em pessoas mais jovens, entre diversos outros fatores”, disse ao portal UFMG.

O estudo revelou oito fatores associados à qualidade de vida do cuidador. Metade deles está relacionada a garantias de proteção, como, praticar alguma religião, revezar o cuidado com outras pessoas, praticar atividade física e ter sono reparador.

Os outros quatro são de risco: internação recente da pessoa dependente, ampliação do nível de dependência, idade e tempo na função de cuidador.

Marcus atenta que não identificou iniciativas governamentais de apoio a essas pessoas no Brasil e atenta para a importância de uma frente intersetorial com formuladores de políticas, gestores, profissionais de saúde e famílias.

O estudo constatou que o cuidado a uma pessoa dependente crônica é uma atividade duradoura devido ao caráter comumente irreversível da condição. No período analisado, houve piora ou estabilidade do nível de dependência. Nenhum paciente registrou melhora.

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