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Perícia acha 27 celulares em barco encontrado com corpos no Pará

Todos os 27 celulares foram encaminhados para exames periciais no instituto nacional de criminalística, em Brasília

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Assistir vídeo: PF ENCONTROU 27 CELULARES QUE PODEM AJUDAR A IDENTIFICAR AS VÍTIMAS DO BARCO ENCONTRADO NO PARÁ

A Polícia Federal encontrou 27 telefones celulares na embarcação encontrada à deriva na costa do Pará. Os aparelhos podem ser fundamentais para ajudar na identificação das vítimas. Nove corpos foram encontrados no barco.

Agora, por causa do número de telefones e das 25 capas de chuva encontradas no barco, a PF suspeita que mais pessoas poderiam estar no barco no início da viagem.

A PF investiga se eventualmente os ocupantes podem ter lançado os demais corpos ao mar, na medida em que as vítimas começaram a morrer por falta de comida e água doce potável. Essa possibilidade é uma das linhas de investigação.

Todos os 27 celulares foram encaminhados para exames periciais no instituto nacional de criminalística, em Brasília, onde as investigações ficarão concentradas a partir de agora. Segundo a Polícia Federal, as possíveis informações extraídas dos celulares, dos seus chips e cartões de memória, em conjunto com ações de cooperação internacional, serão utilizadas para trazer indicativos sobre a identidade dos ocupantes da embarcação.

As novas informações reforçam a suspeita da PF de que as mortes podem estar associadas ao crime de contrabando ilegal de imigrantes.

A Polícia Federal e a Polícia Científica do Pará já concluíram a perícia nos nove corpos encontrados no barco. Os dados colhidos foram enviados para continuar o processo de identificação em Brasília/DF, pelo Instituto Nacional de Criminalística e Instituto Nacional de Identificação da Polícia Federal, com apoio da Interpol e organismos internacionais.

O trabalho contou com a participação de mais de 30 profissionais. Perícia utilizou padrão de identificação de vítimas de desastres da Interpol.

Possível destino

Com base nas informações preliminares obtidas até aqui , a PF acredita que a embarcação saiu da Mauritânia, na África, rumo às Ilhas Canárias, na Espanha.

O arquipélago espanhol é considerado porta de entrada de refugiados ou migrantes que buscam entrar ilegalmente na Europa. Documentos encontrados na embarcação apontam que algumas vítimas eram da Mauritânia e de Mali. Há presença de pessoas de outras nacionalidades não é descartada. No dia 17 de janeiro, a embarcação estava na Mauritânia, segundo detalhes apurados pela PF.

Conforme a PF, a migração de pessoas dos países africanos é uma questão humanitária que conta com milhares de pessoas desaparecidas. Apesar disso, não existem dados técnicos estruturados sobre a identificação de vítimas. Desta vez, as autoridades federais informaram que não é possível estimar o prazo para identificação dos 9 corpos. Contudo, a PF diz que vai empenhar todos os esforços para que a identidade das vítimas seja estabelecida no menor tempo possível.

Os corpos serão temporariamente enterrados em Belém, no Pará. Isso vai ocorrer até que as vítimas sejam identificadas e as famílias sejam formalmente comunicadas. Isso irá envolver canais de cooperação policial e jurídica internacionais.

Como o barco foi localizado sem motores ou qualquer sistema de propulsão, especialistas em oceanografia afirmam que a embarcação pode ter sido impulsionada por correntes marítimas e ventos do Oceano Atlântico, que a trouxeram da costa africana para o litoral brasileiro. A distância percorrida supera os 4.000 km.

Documentos localizados pela Polícia Federal apontam que a embarcação com corpos localizada à deriva na costa do Pará estava na Mauritânia, na África, no dia 17 de janeiro deste ano.

Outras documentações apontam que vítimas da Mauritânia e Mali estavam na embarcação. Apesar disso, a PF não descarta que pessoas de outras nacionalidades estivessem na embarcação.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.

 

 

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