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Pai e filho são suspeitos de vender remédios falsos para hospitais de todo o Brasil

Quadrilha vendeu imunoglobulina falsa, vencida e com validade remarcada para hospitais particulares, planos de saúde e governos de todo o país; cinco suspeitos estão presos

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Uso da imunoglobulina falsa fez paciente ser internado em UTI de Goiânia
Vítima de covid-19 morreu sem conseguir atendimento em UTI em Manaus • Reprodução/Pixabay

Cinco pessoas suspeitas de formarem uma quadrilha para vender medicamentos falsos para hospitais de todo o Brasil foram presas pela Polícia Civil de Goiás. Entre os envolvidos, estão pai e filho, que chefiavam a organização criminosa.

A investigação começou no primeiro trimestre deste ano. Segundo os agentes, a quadrilha vendia imunoglobulina falsa para um hospital de alto nível de Goiânia e para outros hospitais em todo o Brasil, além de planos de saúde e órgãos públicos de saúde de vários estados. Por conta do uso do medicamento falso, uma pessoa precisou ser internada na capital goiana, e a polícia identifica problemas de saúde em outras pessoas.

A imunoglobulina é um medicamento de alto custo usado em pacientes com deficiências imunológicas graves, como síndrome de Guillain-Barré. Um frasco de 100ml de imunoglobulina custa, em média, R$ 2,8 mil.

Esquema de medicamentos falsos

Segundo a investigação, o medicamento era vendido por uma empresa de fachada chamada Bahia Med e sediada em Lauro de Freitas (BA). Essa empresa era filial de uma outra companhia chamada Farma Med e sediada em Abadia de Goiás (GO). Nenhuma das duas empresas possuía autorização ou estrutura necessária para vender a imunoglobulina , que precisa ser armazenada de forma refrigerada.

Após a quebra de sigilo fiscal da empresa, os investigadores descobriram que a quadrilha vendeu medicamentos vencidos e com a data de validade remarcada. Também foram encontradas fotos dos medicamentos armazenados de forma irregular.

Cinco pessoas foram presas preventivamente em março. Um homem apontado como líder da quadrilha e seu pai, gerente da empresa, são os principais. Além deles, foram detidos dois homens responsáveis pela logística do medicamento e um quinto, apontado como laranja. A Polícia Civil segue investigando o caso.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.