Ouçam os loucos!
Somos incapazes de aprender com nossos erros. As advertências dramáticas da natureza de nada valem

A consciência ecológica cresceu nos anos 70, exatamente quando estava começando a carreira de repórter. E vivia confuso entre o discurso dos que alertavam para a preservação da natureza e os líderes políticos e das forças produtivas acusando-os de loucos, “ecochatos”, que só queriam impedir o progresso, o aumento da arrecadação e a geração de empregos. Naquela época eu já suspeitava – e hoje tenho certeza – de que são os loucos que mudam o mundo.
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“Se as atitudes dessa pobre gente atestam a miséria de sua existência, a repetição das calamidades provocadas pelas enchentes confirma o que há tempo já se podia prever. Se hoje os estragos são imensos e os mortos se contam às centenas, não tardará o dia em que os flagelados e os mortos totalizarão milhões. Somos incapazes de aprender com nossos erros. As advertências dramáticas da natureza de nada valem. Insistimos no consumo de nosso futuro”.
Hugo e Lutzenberger já estão no andar de cima. Ouçamos Apolo e Célio.
Antes de trabalhar no rádio, Eduardo Costa foi ascensorista e office-boy de hotel, contínuo, escriturário, caixa-executivo e procurador de banco. Formado em Jornalismo pelo UNI-BH, é pós-graduado em Valores Humanos pela Fundação Getúlio Vargas, possui o MBA Executivo na Ohio University, e é mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Agora ele também está na grande rede!



