Belo Horizonte
Itatiaia

Ouçam os loucos!

Somos incapazes de aprender com nossos erros. As advertências dramáticas da natureza de nada valem

Por
Vista de ponto de alagamento na Praça Garibaldi, na Cidade Baixa, em Porto Alegre (RS) • Ricardo Stuckert | PR

A consciência ecológica cresceu nos anos 70, exatamente quando estava começando a carreira de repórter. E vivia confuso entre o discurso dos que alertavam para a preservação da natureza e os líderes políticos e das forças produtivas acusando-os de loucos, “ecochatos”, que só queriam impedir o progresso, o aumento da arrecadação e a geração de empregos. Naquela época eu já suspeitava – e hoje tenho certeza – de que são os loucos que mudam o mundo.

“Se as atitudes dessa pobre gente atestam a miséria de sua existência, a repetição das calamidades provocadas pelas enchentes confirma o que há tempo já se podia prever. Se hoje os estragos são imensos e os mortos se contam às centenas, não tardará o dia em que os flagelados e os mortos totalizarão milhões. Somos incapazes de aprender com nossos erros. As advertências dramáticas da natureza de nada valem. Insistimos no consumo de nosso futuro”.

Hugo e Lutzenberger já estão no andar de cima. Ouçamos Apolo e Célio.

Por

Antes de trabalhar no rádio, Eduardo Costa foi ascensorista e office-boy de hotel, contínuo, escriturário, caixa-executivo e procurador de banco. Formado em Jornalismo pelo UNI-BH, é pós-graduado em Valores Humanos pela Fundação Getúlio Vargas, possui o MBA Executivo na Ohio University, e é mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Agora ele também está na grande rede!

Tópicos