Onça-pintada que matou caseiro no Pantanal é levada para recinto em São Paulo
Animal ficará sob os cuidados Instituto Ampara Animal, na cidade de Amparo (SP); felino não voltará para natureza

A onça-pintada que matou o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, no Pantanal sul-mato-grossense, foi transferida nessa quinta-feira (15) para um instituto mantenedor de fauna silvestre da cidade de Amparo, no interior de São Paulo. O animal estava internado no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) de Campo Grande.
O felino foi encaminhado para o Instituto Ampara Animal, que cuida de outras oito onças, sendo cinco pintadas e três pardas. O instituto cuida de animais vítimas de interferências humanas e que não podem mais ser reintroduzidos na natureza.
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Em entrevista à CNN, a veterinária Aline Duarte, gestora do Hospital Veterinário Ayty e coordenadora do Cras, relembra os cuidados com o animal.
"Os nossos recintos são todos muito grandes, com grotões de mata nativa, cercados. São o mais próximo possível do que o animal iria encontrar em vida livre. A gente tem recintos a partir de mil metros quadrados, até o maior de quase 6.000 metros quadrados", explicou.
Relembre o caso
Na manhã do dia 22 de abril, policiais militares ambientais encontraram os restos mortais do caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, em Aquidauana, no Pantanal sul-mato-grossense. A autoria do ataque foi associada a uma onça-pintada que andava pela região.
Parte dos restos mortais estavam dentro de uma toca usada pela onça, a cerca de 300 metros do rancho onde o caseiro trabalhava. Durante o resgate do corpo do idoso, o animal também atacou os policiais que participavam da operação.
O corpo foi retirado da mata e levado para o Núcleo Regional de Medicina Legal de Aquidauana. A perícia técnica confirmou que o caseiro havia morrido devido ao ataque da onça.
As investigações consideram algumas hipóteses para o ataque, uma delas é que o animal teria avançado no homem devido à falta de alimento no local, ou ao comportamento defensivo da própria espécie. Além disso, a corporação também trabalha com a ideia de que o animal poderia estar em período reprodutivo, o que deixa machos mais agressivos.
Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul (Semadesc), não havia registros recentes de ataques na região.
*Com informações de CNN Brasil
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


