O que é a igreja Bola de Neve, fundada por pastor morto em acidente?
Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, conhecido como apóstolo Rina ou AP, fundou a congregação após um problema de saúde; igreja é conhecida por foco em público jovem

Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, conhecido como apóstolo Rina ou AP, de 52 anos, morreu em um acidente de motocicleta, na noite de domingo (17), em Campinas, no interior de São Paulo. O religioso é conhecido por ser o fundador da igreja evangélica Bola de Neve.
Nascido em São Paulo, Rinaldo decidiu criar o grupo religioso a partir de uma experiência pessoal. Em 1993, o pastor passou por problemas de saúde, como: hepatite e dores fortes. Um ano depois, em 1994, a fundação da igreja foi formalizada.
A igreja ficou conhecida pela sua linguagem mais jovial e descontraída, o que foge do tradicional. A Bola de Neve também possui uma postura liberal, permitindo que os fiéis usem piercings, tatuagens e roupas "descoladas". A igreja já foi frequentada por diversos famosos, como o surfista Gabriel Medina, a empresária Sasha Meneghel e seu marido, o cantor João Lucas.
Os cultos geralmente são acompanhados por músicas de rock, dançarinos e luzes coloridas. A congregação ainda conta com uma bateria de Carnaval: a Batucada Abençoada. A igreja neopentecostal possui, no entanto, uma visão crítica ao uso de drogas e álcool, assim como outras igrejas evangélicas.
Fundador era investigado por violência doméstica
O apóstolo Rina foi afastado de suas funções na igreja em julho deste ano, após ser acusado de cometer violência doméstica contra a esposa, a pastora e cantora gospel Denise Seixas. A mulher denunciou o marido por lesão corporal, violência psicológica, ameaça, injúria e difamação.
Logo após as denúncias, a Justiça concedeu uma medida protetiva para a vítima, estipulando que Rinaldo deveria manter ao menos 300 metros de distância de Denise, familiares e testemunhas, além da proibição de se comunicar com a mulher. A Justiça de São Paulo também exigiu que Rinaldo entregasse voluntariamente uma arma de fogo que possuía.
Na ocasião, a igreja Bola de Neve defendeu a inocência do apóstolo. “A existência da arma em nada interfere nas investigações em curso, que comprovarão serem falsas as acusações contra o religioso, como aliás já ficou demonstrado numa série de depoimentos”, disse a congregação.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


