Itatiaia

Pai e madrasta são presos suspeitos de envolvimento na morte de criança de 3 anos no TO

O menino identificado como Gustavo Veloso Feitosa foi morto no último domingo (2); Polícia Civil investiga circunstâncias do caso

Por
Na foto, Gustavo Velosa Feitosa, de 3 anos
Na foto, Gustavo Velosa Feitosa, de 3 anos • Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil do Tocantins (PC-TO) prendeu o pai e a madastra de Gustavo Velosa Feitosa, de 3 anos, suspeitos na morte da criança, ocorrida, no último domingo (2), em Palmas, capital do estado. O casal é investigado por homicídio qualificado e tortura contra o menino.

Os suspeitos foram identificados como Igor Gustavo Veloso de Sousa, de 33 anos, advogado e pai da vítima, e Kathellen Moreira, de 23. A prisão preventiva foi determinada pela Justiça Estadual.

Gustavo foi encontrado com ferimentos na cabeça e em outras regiões do corpo, indicando sucessivas lesões e atos de tortura, segundo as investigações. A Polícia Civil aponta que essas lesões foram provocadas por algum instrumento ainda não identificado.

A perícia também encontrou ferimentos na região do ânus da vítima. Mas, até o momento, os laudos não apontaram indícios de abuso sexual por meio de relação entre pai e filho.

Investigação em andamento

A investigação sobre o caso segue em andamento. O pai da criança e suspeito relatou à polícia que a morte teria ocorrido apenas na segunda-feira (3), decorrente de um suposto afogamento. Porém, a perícia indicou que a causa da morte era incompatível com essa versão.

Informações preliminares apontam, ainda, que a madrasta pode ser responsabilizada por não ter impedido as agressões, já que era também uma das responsáveis pelos cuidados da criança.

Após o cumprimento dos mandados de prisão, Igor e Kathellen foram encaminhados à Unidade Penal de Palmas, onde permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil do Tocantins informou que segue investigando o caso para esclarecer toda a dinâmica dos fatos, a participação individual de cada investigado e a motivação do crime.

Por

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

Belo Horizonte