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Menina indígena atacada por onça no Pará segue em estado grave na UTI após cirurgia

Criança de oito anos está em estado grave, internada no Hospital Regional do Tapajós; ataque aconteceu no sábado (17), quando menina foi buscar água em um igarapé na roça da aldeia Cajual

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Criança foi socorrida por moradores e transferida de avião para um hospital em Itaituba
Criança foi socorrida por moradores e transferida de avião para um hospital em Itaituba • Reprodução/CNN Brasil l Reprdução/Redes Sociais

A menina indígena, de 8 anos, que ficou gravemente ferida depois de ser atacada por uma onça na manhã do último sábado (17), na Terra Indígena Munduruku, em Jacareacanga, no Pará, segue internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Regional do Tapajós, em Itaituba, cidade vizinha, nesta terça-feira (20).

O ataque aconteceu na roça da aldeia Cajual. Ela estava com os pais, quando a mãe pediu para que a menina buscasse água em um igarapé. Ao ouvir os gritos da filha, o pai correu até o local e encontrou o animal agarrado à criança. De acordo com relatos, ele se aproximou e a onça soltou a criança.

A menina foi socorrida por moradores e transferida de avião para o Hospital Regional do Tapajós. Ela precisou ser submetida a uma cirurgia e permanece internada na UTI devido à gravidade dos ferimentos, que se concentram na região da cabeça.

O tio da criança, Ivair Datie Munduruku, disse, em entrevista ao portal g1, que os pais da menina não falam português, mas estão no hospital, acompanhando de perto o caso da filha.

"Está um pouco crítico o estado de saúde dela. (...) Os médicos disseram que ela pode voltar a viver (se recuperar), mas vamos esperar o tempo de recuperação dela", relatou. "Todo mundo ficou triste, todos os Muduruku ficaram tristes ouvindo o que tinha acontecido. Inclusive a notícia se espalhou rápido das redes sociais", acrescentou Ivair.

Pai encontrou onça agarrada à menina

No dia do ataque, o pai, ao ouvir os gritos da filha, correu até o local e se deparou com a onça agarrada à criança. Moradores relataram que, após ele ter se aproximado, o animal soltou a menina.

Em seguida, o pai acompanhou o animal, armado com um facão, enquanto a mãe foi até a aldeia pedir ajuda aos moradores.

O grupo seguiu a onça até ela entrar em um buraco. Depois, os moradores sacrificaram o animal, seguindo as tradições do povo Munduruku.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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