Família de tratorista assassinado por colega de trabalho é indenizada em R$ 1,4 mi
A motivação não ficou clara, e o crime foi cometido com armas que ficavam dentro da casa do vaqueiro

A família de um tratorista que foi assassinado a tiros por um colega de serviço em uma fazenda no Pará será indenizada em R$ 1,4 milhão, informou o Tribunal Superior do Trabalho (TST). O crime ocorreu em 2013.
O tratorista estava afastado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, no dia do crime, foi até o local de trabalho para tratar da licença. Durante essa visita, ele foi assassinato.
O corpo foi encontrado apenas um mês depois do desaparecimento. O fiscal florestal da fazenda confessou o crime e revelou onde o corpo estava. A motivação não ficou clara, e o crime foi cometido com armas que ficavam dentro da casa do vaqueiro.
A família acionou a Justiça do Trabalho para pedir o pagamento de indenizações por danos morais e materiais. A fazenda alegou que o fiscal foi o único culpado pela morte, uma vez que não tinha como prever o crime.
No entanto, o TRT responsabilizou o empregador pelo dano, uma vez que ele tolerava a utilização de armas nas dependências da fazenda ou não realizava fiscalizações. Com isso, ele facilitou a ação do criminoso para cometer o homicídio e ocultar o corpo.
O TRT fixou umaq pensal mensal por danos materiais correspondente à última remuneração do tratorista, que era de R$ 1.275,72, dividida em partes iguais entre os quatro filhos menores, até que completem 25 anos.
Já relacionado ao dano moral, o tribunal confirmou a sentença no total de R$ 1,4 milhão para oito pessoas. Os pais receberam R$ 250 mil cada, e os filhos, R$ 200 mil.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



