Delegada do Pará é presa suspeita de repassar informações sigilosas ao PCC
Delegada foi detida em Brasília durante operação que investiga tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos

Uma delegada da Polícia Civil do Pará foi presa nesta quinta-feira (15), em Brasília, suspeita de repassar informações sigilosas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela foi detida em um hotel onde estava hospedada, durante a Operação Sinalagma, que investiga crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e corrupção de agentes públicos.
Segundo o Ministério Público do Pará (MPPA), que auxiliou nas investigações, a delegada teria mantido uma relação de confiança com um integrante do PCC e recebido dinheiro em troca de informações sigilosas e de proteção institucional a membros da organização criminosa.
A operação foi deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco. Além de Brasília, foram cumpridos mandados em Belém, no Pará, em São Paulo e no Recife, capital pernambucana.
Investigação começou em 2025
De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, as investigações começaram em janeiro de 2025, após a prisão de um integrante da cúpula do PCC em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife.
As apurações apontaram indícios de que a delegada, que atuava na Divisão de Polícia Administrativa da Polícia Civil do Pará, teria recebido valores por meio de contas de terceiros. A suspeita é de que o mecanismo fosse utilizado para ocultar a origem do dinheiro e repassá-lo à investigada.
Um dos suspeitos foi localizado em um apartamento de luxo no Cais José Estelita, no bairro do Cabanga, na região central do Recife.
Operação cumpre mandados e bloqueia bens
Ao todo, a operação prevê o cumprimento de três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão, além de ordens judiciais de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros. As medidas foram expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Ipojuca.
Os nomes dos outros investigados não foram divulgados.
Entre os crimes apurados estão corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e falsidade ideológica.
A operação reúne as Polícias Civis de Pernambuco, do Pará e de São Paulo, além dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) dos respectivos Ministérios Públicos. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Distrito Federal (Ficco-DF) também participa da ação.
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