Homem que estuprou, matou e decapitou idosa com Alzheimer é condenado a mais de 30 anos
Réu também foi condenado por ocultação e vilipêndio de cadáver; Justiça determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado

O Tribunal do Júri da cidade de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco, condenou Antônio Vitor Alves da Silva a 30 anos e 4 meses de reclusão, além de 1 ano e 2 meses de detenção e 20 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, estupro, ocultação de cadáver e vilipêndio a cadáver contra Josenilda Lins Ezekiel da Silva, idosa de 64 anos e pessoa com deficiência. A sentença foi proferida na terça-feira (14), durante sessão presidida pelo juiz Fábio Corrêa Barbosa.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade de todos os crimes atribuídos ao acusado. No caso do homicídio, os jurados também acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de tortura, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Na dosimetria da pena, o magistrado considerou como atenuante a confissão espontânea do réu, embora tenha destacado que ela foi apenas parcial. Por outro lado, aumentou a pena em razão de a vítima ser idosa e pessoa com deficiência.
O juiz determinou que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado, negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e ordenou o imediato início da execução da pena, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre condenações proferidas pelo Tribunal do Júri.
Relembre o caso
O crime ocorreu na manhã de 24 de dezembro de 2022, em um terreno baldio no bairro Jardim Paulista Alto, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. Segundo a denúncia do Ministério Público, Antônio Vitor, que na época tinha apenas 18 anos de idade, levou Josenilda até o local, onde a estuprou mediante violência. Em seguida, matou a vítima com golpes de facão, chegando a decapitá-la.
Após o assassinato, mutilou o corpo, amputando as mãos da idosa, e ocultou partes do cadáver. O corpo da idosa foi encontrado com cortes profundos na região do abdômen e genitália. A cabeça da mulher foi localizada a cerca de 50 metros de distância do restante do corpo e as mãos de Josenilda nunca foram encontradas.
A vítima tinha doença de Alzheimer e foi dada inicialmente como desaparecida, a mulher havia sumido na véspera de Natal. Na ocasião, familiares e conhecidos da idosa se mobilizaram em buscas pela vítima até que o crime viesse á tona.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



