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Pai é filmado agredindo filho cadeirante com socos em condomínio em João Pessoa

Homem foi liberado após ser ouvido pela Central de Polícia; caso repercutiu após divulgação do vídeo que flagrou as agressões nas redes sociais

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Homem é filmado agredindo filho cadeirante com socos em condomínio, em João Pessoa, em Pernambuco • Reprodução

Um homem foi filmado agredindo o próprio filho cadeirante com socos em um condomínio do bairro Bessa, em João Pessoa, capital paraibana, nesta quarta-feira (29). As agressões foram flagradas por imagens do circuito de segurança e repercutiram nas redes sociais.

O pai foi chamado para depor na Central de Polícia Civil, no bairro do Geisel, nesta tarde. Após ser ouvido, o homem foi liberado.

Segundo o g1, o vídeo foi registrado por volta de 1h nesta madrugada em uma área comum do condomínio. A Polícia Civil informou para a Rádio CBN João Pessoa que o homem já teria causado transtornos no prédio, com supostas ameaças e intimidações.

Foi relatado, ainda, que o suspeito andava armado.

Em nota, a Polícia Civil informou que um boletim de ocorrência foi registrado e que o caso será investigado. Leia a nota na íntegra:

"A Polícia Civil da Paraíba informa que instaurou procedimento investigativo para apurar as circunstâncias de um episódio de violência ocorrido na madrugada desta quarta-feira (29), no bairro do Bessa, em João Pessoa, tendo como vítima um homem em uma cadeira de rodas.

De acordo com as informações registradas na Central de Flagrantes, a vítima, que estava em uma cadeira de rodas, teria sido agredida pelo próprio pai após uma discussão ocorrida no estacionamento do condomínio onde ambos residem. O caso foi apresentado à autoridade policial pela Polícia Militar, juntamente com imagens que serão analisadas durante a investigação.

Após análise dos elementos apresentados, a autoridade policial entendeu que não estavam presentes os requisitos legais para a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante, uma vez que o suspeito foi conduzido à Central de Flagrantes aproximadamente 11 horas após os fatos, sem a caracterização de perseguição ou diligências ininterruptas que justificassem a configuração do flagrante.

Diante desse cenário, foi registrado boletim de ocorrência e determinada a instauração de investigação para apurar os fatos e definir o correto enquadramento jurídico da conduta, que poderá configurar, em tese, o crime de tortura ou lesão corporal no contexto de violência doméstica, conforme as provas produzidas ao longo da investigação.

A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade e informa que todas as diligências necessárias serão realizadas para o completo esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização criminal dos envolvidos, na forma da lei."

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