Envenenamento intencional em pizzaria na Paraíba é 'improvável', diz PC
Diligências ainda aguardam conclusão de laudos periciais para apontar causas da intoxicação; uma pessoa morreu e mais de 100 procuraram atendimento médico

A Polícia Civil da Paraíba (PCPA) instaurou um inquérito policial nesta segunda-feira (16) para investigar um suposto caso de intoxicação alimentar em massa registrado no município de Pombal, no Sertão paraibano.
O episódio causou a morte de Raissa Maritein Bezerra e Silva, uma servidora municipal de 44 anos. A vítima deu entrada no Hospital Regional de Pombal com sintomas como diarreia intensa, vômitos e dor abdominal após consumir alimentos em uma pizzaria na cidade.
Além dela, outras 114 pessoas buscaram atendimento médico com sintomas similares na região. Todos os pacientes frequentaram um estabelecimento em comum, a mesma pizzaria em que Raissa havia comido antes de morrer.
A polícia considera o envenenamento intencional uma hipótese “improvável", mas ainda aguarda a conclusão dos laudos periciais para prosseguir com as investigações. O prazo para conclusão do inquérito é de 10 dias.
A Vigilância Sanitária foi acionada e o restaurante acabou interditado. No local, os agentes recolheram amostras de alimentos para realização de perícia.
Durante a vistoria, os fiscais da Vigilância Sanitária apontaram uma série de irregularidades no local. A pizzaria teria problemas com a documentação, armazenamento de alimentos e controle de insetos e pragas.
Pronunciamento do proprietário
O proprietário do restaurante foi ouvido e disse que está surpreso com a situação. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que tem colaborado com as autoridades. “Estou fazendo o possível, em contato com a Vigilância Sanitária e com a Polícia Civil, enviando amostras e tudo o que foi solicitado”, disse.
Ainda no pronunciamento, ele declarou não entender o que pode ter causado o problema. “Eu também estou sem acreditar. Não sei o que aconteceu”, lamentou.
A advogada Raquel Dantas, que aparece ao lado do empresário, explicou que, durante a vistoria no local, não foram encontrados alimentos vencidos ou estragados.
Segundo ela, nada indicava, até aquele momento, que os produtos usados nas pizzas estivessem contaminados.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



