Líder religiosa acusa prefeito de intolerância por construção de estátua do Diabo
A alegação ocorreu após o prefeito dizer que a obra não havia sido autorizada pela prefeitura

Uma líder religiosa de um templo de Quimbanda em São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, denunciou o prefeito da cidade, Professor Marcelão (PT), por intolerância religiosa após a construção de uma estátua de 11 metros do Diabo em um templo na cidade.
A alegação ocorreu após o prefeito dizer que a obra não havia sido autorizada pela prefeitura e que cristãos estariam fazendo um abaixo-assinado para a retirada da estátua.
"A minha obra não foi embargada; o que foi pedido foram informações complementares, como projeção dos níveis de pressão sonora e gerenciamento dos resíduos de origem animal, etc. E a imagem do meu diabo, a estrutura encontra-se completamente dentro do projeto do templo que foi aprovado pelos órgãos competentes", afirmou.
"Gente, o racismo religioso, a intolerância religiosa e a propagação de ódio religioso são crimes no Brasil. E aproveito o espaço aqui também para expressar o meu respeito a todas as crenças diferentes da minha, pois, diferente de muitas pessoas, eu sei o sentido da palavra respeitar. Para complementar, deixem meu diabo de mão. O meu diabo está construído dentro da minha casa, com o meu dinheiro; não é dentro da casa de vocês, com o dinheiro de vocês, não. E é devidamente legalizado", acrescentou.
A Polícia Civil informou, em nota, que investiga uma denúncia de crime contra o sentimento religioso. Um Boletim de Ocorrência (B.O) foi registrado sobre o caso. O Ministério Público, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de São Gonçalo do Amarante, também abriu procedimento para apurar intolerância religiosa contra a construção da estátua.
O prefeito e a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante foram procurados pela reportagem, mas não responderam.
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