Isabelle Caracristi: quem era a estudante de Direito encontrada morta em Fortaleza
Aos 22 anos, Isabelle cursava Direito, havia iniciado estágio em um escritório e planejava seguir carreira na área jurídica

A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza, no Ceará. A jovem cursava Direito, havia iniciado recentemente um estágio em um escritório de advocacia e era descrita pela família como dedicada aos estudos e interessada em seguir carreira na área jurídica.
As informações foram divulgadas pelo g1, que ouviu familiares da estudante e consultou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS). Isabelle estava no segundo semestre do curso de Direito e havia começado um estágio em um escritório de advocacia em julho. Segundo a família, ela deixou o trabalho cerca de 20 dias depois, por motivos pessoais.
A estudante também mantinha uma relação próxima com a família. Segundo a mãe, Isorlanda Caracristi, Isabelle enviou mensagens para ela na noite anterior à morte, incluindo uma em que dizia “Mãe, eu te amo”. Depois disso, a jovem não respondeu mais.
Isabelle passou o domingo (13) com o namorado e familiares dele. Na manhã seguinte, a mãe foi até o condomínio após não conseguir contato com a filha. No local, segundo o relato dado ao g1, foi informada de que Isabelle havia morrido e que o corpo já havia sido encaminhado para a Perícia Forense.
A causa da morte ainda não foi esclarecida. A SSPDS informou que o caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital e que a definição sobre a causa depende dos exames realizados pela Perícia Forense.
A polícia não divulgou as circunstâncias da morte nem informou se há suspeitos investigados. O g1 informou que tentou contato com o namorado da estudante e com familiares dele, mas não recebeu retorno.
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Investigação
A Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE) divulgou uma nota neste sábado (19) em solidariedade à família, aos amigos e à comunidade acadêmica de Isabelle. A entidade também pediu uma investigação minuciosa do caso.
“Considerando a gravidade do ocorrido, em circunstâncias que ainda demandam o devido esclarecimento por parte das autoridades competentes, a OAB-CE solicita que a apuração seja conduzida com celeridade, rigor técnico, diligência e perspectiva de gênero”, afirmou a entidade.
A OAB-CE também defendeu que sejam analisadas as circunstâncias anteriores, simultâneas e posteriores à morte, com preservação das provas e sem antecipação de conclusões sobre o caso.
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