Homem suspeito de 16 assassinatos em três meses é preso vestido de mulher na Paraíba
Jorlan Alves da Silva, de 33 anos, foi preso em Mulungu durante operação conjunta das Polícias Civil e Militar; ele teria confessado os crimes mais recentes

As polícias Civil e Militar da Paraíba prenderam nessa terça-feira (15) um homem de 33 anos suspeito de envolvimento em 16 homicídios cometidos nos últimos três meses. Jorlan Alves da Silva foi detido em Mulungu, no agreste paraibano, durante uma operação integrada das forças de segurança. A defesa do suspeito não foi localizada pelo Estadão.
Jorlan foi preso enquanto tentava deixar o município. Segundo a polícia, ele estava vestido de mulher e carregava uma criança de aproximadamente dois anos no colo. O suspeito era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba.
A operação para localizar Jorlan durou 48 horas e contou com a participação das Polícias Civil e Militar. Informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o apoio do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) também foram utilizados nas buscas.
De acordo com o delegado Marcos Paulo Sales, Jorlan afirmou durante o interrogatório ter matado cerca de 80 pessoas ao longo da vida. Ele também teria relatado que cometeu o primeiro homicídio aos 13 anos.
Segundo o delegado Douglas Garcia, que também atua no caso, os 16 homicídios mais recentes já possuem elementos considerados fortes pela investigação, incluindo provas técnicas e confissões. Durante o interrogatório, conforme o relato policial, o suspeito apresentou detalhes sobre algumas das ocorrências.
Jorlan é investigado por participação em homicídios registrados na região do Vale do Mamanguape. Outros dois homens foram presos durante a operação e também são suspeitos de envolvimento nos crimes. Segundo a Polícia Civil, eles seriam integrantes da mesma facção criminosa ligada a Jorlan, que tem origem no Rio de Janeiro e atuação na Paraíba.
A criança encontrada com o suspeito no momento da prisão não tem parentesco com ele e passa bem, segundo a Polícia Civil. As circunstâncias de como ela foi parar sob os cuidados de Jorlan ainda são investigadas.
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