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Isabelle Caracristi: sogra, cunhado da universitária e mais 5 pessoas dão depoimento à polícia em Fortaleza

Ao chegar à delegacia, o carro do irmão de João Munhoz Neto passou por inspeção policial; apuração da morte teve nova etapa de depoimentos, apreensão de aparelhos eletrônicos em veículo e análise de gravações

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A estudante Isabelle Caracristi
A estudante Isabelle Caracristi • Reprodução/Instagram

A Polícia Civil do Ceará ouviu, nesta quinta-feira (24), sete testemunhas para apurar as circunstâncias da morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos. A jovem foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado, João Munhoz Neto, de 34, no bairro Aldeota, em Fortaleza. Ele está preso preventivamente sob suspeita de indução ao suicídio e violência psicológica.

Durante as oitivas no 2º Distrito Policial, os investigadores inspecionaram o veículo do irmão de João, utilizado para levá-lo de volta ao prédio no dia do corrido. No carro, foram apreendidos dois rádios de comunicação e um dispositivo de iluminação.

Quem prestou depoimento

Entre as pessoas intimadas a depor no 2º DP estão parentes do namorado da vítima, amigos e testemunhas oculares do momento da queda:

  • Mãe de João Munhoz: Sara Regina Alexandre Munhoz, servidora exonerada do cargo de gestão na Coordenadoria de Execução da Saúde Prisional da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

  • Família do namorado: o irmão de João, a namorada dele e uma amiga do casal, ouvidos por terem transportado o suspeito ao condomínio na noite do fato.

  • Testemunhas do condomínio: um homem e uma mulher que estavam na área da piscina no momento em que a estudante atingiu o solo.

  • Círculo social: uma amiga de infância de Isabelle, que informou não ter recebido mensagens da jovem antes do ocorrido.

Linha de investigação e provas

A principal hipótese trabalhada pelas autoridades aponta que a morte ocorreu por queda voluntária do terraço (23º andar) na noite de 13 de setembro.

O laudo pericial atestou múltiplas lesões compatíveis com o impacto, sem marcas de agressão física prévia. No entanto, a Polícia Civil ressalta que outras possibilidades não foram descartadas.

Para instruir o inquérito, a equipe policial analisa mais de 700 horas de vídeos gravados pelo sistema de monitoramento interno do condomínio e por câmeras da região. Embora o rooftop não possua circuitos de filmagem, imagens de outros pontos ajudam a reconstruir a linha do tempo daquela noite.

Prisão e defesa

João Munhoz Neto teve a prisão preventiva decretada nessa terça-feira (22) com base nos artigos do Código Penal que tratam de incitação ao suicídio e ameaça.

A advogada dele, Lígia Peixe, contestou a medida cautelar, alegando surpresa diante do pedido de prisão, uma vez que o cliente se apresentou voluntariamente para prestar esclarecimentos e entregou o telefone celular à perícia.

A defesa afirmou ainda que João encontra-se sob efeito de medicação desde a data do evento.

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Alex Araújo é formado em Jornalismo e Relações Públicas pelo UniBH e tem pós-graduação em Comunicação e Gestão Empresarial pela PUC Minas. Trabalhou em agência de publicidade, assessoria de imprensa, universidade, jornal Hoje em Dia e portal G1, onde permaneceu por quase 15 anos.

 

 

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