Estudantes denunciam mensagens racistas em mural de universidade na Bahia
A Reitoria da Universidade e a Ouvidoria foram notificadas pelo Diretório de Estudantes

Estudantes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), no sul da Bahia, denunciaram mensagens de teor racista escritas no mural do Pavilhão de Educação Física da instituição na segunda-feira (13).
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Uesc repudiou a ação, dizendo que não haverá tolerância para o racismo. "É inadmissível que o ambiente universitário ou qualquer outro espaço da sociedade seja palco para o racismo e o preconceito", dizia a mensagem.
"Não aceitaremos que o ódio tente se instalar na UESC. A universidade deve ser um território de diversidade, e ataques como este atentam contra a própria existência de uma educação pública e democrática", publicou a entidade estudantil.
A Reitoria da Universidade e a Ouvidoria foram notificadas, segundo o DCE. "Este episódio, embora lamentável, apenas reforça nossa combatividade na defesa de uma universidade cada vez mais popular. Não deixaremos que tentem nos intimidar", finalizou o diretório estudantil.
A Polícia Civil da Bahia informou que não registrou ocorrência sobre o caso. A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) não respondeu ao contato da reportagem.
Leia a nota do DCE:
"NOTA DE REPÚDIO
RACISTAS NÃO PASSARÃO!
Repudiamos veementemente as mensagens racistas encontradas por estudantes no pavilhão de Educação Física na manhã desta segunda-feira. É inadmissível que o ambiente universitário ou qualquer outro espaço da sociedade seja palco para o racismo e o preconceito.
A luta estudantil é pautada diariamente pela construção de uma universidade plural, diversa e verdadeiramente democrática. Atos criminosos como este não serão tolerados. Não aceitaremos que o ódio tente se instalar na UESC. A universidade deve ser um território de diversidade, e ataques como este atentam contra a própria existência de uma educação pública e democrática.
O DCE e o CAEF já notificaram formalmente a Reitoria e a Ouvidoria, exigindo uma investigação rigorosa e a punição imediata dos responsáveis. Este episódio, embora lamentável, apenas reforça nossa combatividade na defesa de uma universidade cada vez mais popular. Não deixaremos que tentem nos intimidar.
O movimento estudantil é vanguarda na defesa das cotas, da democratização do acesso ao ensino superior e das políticas de assistência e permanência. Não permitiremos que o crime de racismo seja normalizado. Onde houver preconceito, haverá resistência.
Contra o racismo não há neutralidade: quem se cala diante da injustiça escolhe o lado do opressor. A UESC será sempre território de luta, dignidade e resistência."
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



