Dois homens são condenados pelo assassinato de Mãe Bernadete na Bahia
Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos foram condenados a 40 e 29 anos, respectivamente

Um júri popular realizado no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, na Bahia, condenou dois homens pelo assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete.
A sessão teve início na segunda-feira (13) e acabou na terça-feira (14). Arielson da Conceição dos Santos, apontado como executor, foi condenado a 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão.
Já Marílio dos Santos, um dos envolvidos no planejamento do crime, foi condenado a 29 anos e 9 meses. Ele não esteve presente no tribunal, mas foi representado por advogados. Ele é considerado foragido.
A dupla deve cumprir pena em regime fechado inicialmente.
A decisão foi tomada quase três anos após o crime que chocou a Bahia. O júri considerou que o crime teve agravantes, como motivo torpe, uso de meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e utilização de arma de uso restrito. No caso de Arielson, também houve uma condenação por roubo.
Relembre o crime
A líder quilombola Mãe Bernadete foi morta com mais de 20 tiros em agosto de 2023, dentro do Quilombo Pitanga dos Palmares, na cidade de Simões Filho, na Bahia.
Ao todo, seis homens são suspeitos de envolvimento na ação, mas apenas dois foram julgados.
Mãe Bernadete atuava na defesa do território quilombola e direitos da comunidade. Antes do crime, ela vinha recebendo ameaças de morte e chegou a ser incluída em um programa de proteção.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



