Mulher que esganou gata na porta de hortifrúti no RJ será investigada; veja vídeo
Denúncia foi feita à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA); a gata, que sofreu ferimentos foi adotada por vizinha da suspeita

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) investiga uma denúncia de maus-tratos contra uma gata, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. O caso aconteceu nessa quarta (3). Vídeos que circulam nas redes sociais mostram uma mulher, em frente a um hortifrúti, pegando o animal pelo pescoço e prensando o bicho no chão. Um homem chega a pedir para ela parar com as agressões, mas a mulher continua, alegando que o gato agrediu a sua filha.
No vídeo, ela fala: “Eu vou levar ela para vigiar, porque é um animal que atacou a minha filha, uma criança de quatro anos.”
O caso foi denunciado pela Secretaria de Proteção e Defesa dos Animais e pelo presidente da Comissão de Defesa dos Animais, o vereador Luiz Ramos Filho, que registaram uma ocorrência de maus-tratos na delegacia.
“Não seremos irresponsáveis de incentivar qualquer tipo de violência, nem mesmo fomentar o discurso de ódio. Mas, diante mas imagens tão indigestas, não podemos nos calar. Nós encaminhamos essas imagens para Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, para tomar as medidas cabíveis”, disse o vereador Luiz Ramos Filho.
Após o episódio, uma vizinha da agressora adotou o gato. Ela gravou um vídeo, de dentro de um hospital veterinário, onde o gato estava recebendo os primeiros cuidados.
Ela postou em suas redes sociais um vídeo em que diz: “Eu sou a tutora oficial do gatinho que nós resgatamos ontem. Trouxe ela ao veterinário para os primeiros cuidados. Ela está com as patas lesionadas, e a boca também. Mas, no geral, está muito bem. Queria agradecer a todos que estão dando uma força para gente e dizer que os primeiros passos já foram dados.”
A pena para quem maltrata animais pode chegar a cinco anos de prisão. Caso o crime resulte na morte do animal, a pena pode ser aumentada em até 1/3.
“A gente precisa conscientizar as pessoas e lembrar as pessoas de que a legislação foi atualizada. De dois a cinco anos de detenção. As pessoas precisam entender que maltratar e abandonar animais é crime”, completou o presidente da Comissão de Defesa dos Animais.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.



