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Mãe de criança que dormiu e ficou presa em ônibus escolar vai ser indenizada

Menino de 4 anos teve que sair sozinho do veículo e voltou para casa com a ajuda dos moradores de Guarujá (SP); valor da indenização subiu de R$ 15 mil para R$ 50 mil após recurso

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Decisão foi proferida pela 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo
Decisão foi proferida pela 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo • Reprodução/Prefeitura de Guarujá

A mãe de uma criança de 4 anos e 9 meses que dormiu e ficou presa em um ônibus escolar em Guarujá, no litoral de São Paulo, vai ser indenizada. A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo nesta semana.

O caso aconteceu em 2021. O menino voltava da escola junto com seus colegas no escolar da prefeitura quando cochilou e acabou perdendo a parada. O motorista não viu que a criança estava dentro do ônibus e estacionou o veículo na garagem. Momentos depois, o menino acordou e conseguiu sair do ônibus, andando sozinho até a rua e pedindo ajuda para populares.

A Vara da Fazenda Pública da Comarca de Guarujá condenou a empresa responsável pelo transporte e a Prefeitura de Guarujá a pagar uma indenização por danos morais de R$ 15 mil à mãe da criança. Tanto a empresa quando a prefeitura recorreram, e o caso foi levado para ser julgado pela 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O relator do caso, desembargador Paulo Barcellos Gatti, afirmou que os funcionários responsáveis pelo transporte foram negligentes ao expor a criança a vários riscos. Segundo ele, “dada a inocência e a curiosidade tátil e exploradora de menores nessa faixa etária, era imprescindível a existência de acompanhamento mais efetivo e zeloso”.

O magistrado também afirmou que a prefeitura era responsável pelos danos causados à criança e que o Poder Público tem “obrigação governamental de preservar a intangibilidade física e psíquica dos alunos, enquanto estes se encontrarem” na escola ou em deslocamento.

Os desembargadores Ana Liarte e Maurício Fiorito concordaram com o magistrado e aumentaram o valor da indenização, que foi de R$ 15 mil para R$ 50 mil.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.