Lagoa de Mundaú registra redemoinho após rompimento da mina da Braskem em Maceió
Defesa Civil investiga se rompimento foi parcial, restrito ao trecho da Lagoa Mundaú, ou se foi um colapso total

Um redemoinho foi registrado na manhã desta terça-feira (12), na Lagoa de Mundaú, em Maceió, O fenômeno aconteceu por volta das 6h40, no mesmo local onde a mina 18 da Braskem se rompeu no último domingo (10). De acordo com a Defesa Civil da cidade, o movimento era esperado e faz parte do processo de acomodação do solo.
Na segunda-feira (11), o órgão informou que o equipamento que fazia o monitoramento da área se perdeu após o rompimento da mina. Ele estava instalado na cavidade da mina 18. De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, Abelardo Nobre, as equipes técnicas estão estudando a forma mais viável de continuar monitorando a mina que se rompeu e, assim, entender o que teria acontecido.
Assim que a área voltar a ser monitorada, será possível entender se o solo continua em movimento e qual a dimensão do desastre. A partir destas informações, a Defesa Civil poderá determinar se o evento se tratou de um rompimento parcial, restrito ao trecho da Lagoa Mundaú, ou de um colapso.
Segundo Nobre, não houve abalos sísmicos antes, nem depois, do rompimento. Apesar da perda do DGPS da mina 18, o órgão informa que os equipamentos instalados nas demais perfurações estão funcionando normalmente. “A região afetada pelo rompimento e as demais no entorno dos poços de sal seguem sendo monitoradas 24 horas por dia. Reforçamos que o evento se concentrou na mina 18, sem vítimas, já que a área estava desocupada, e o monitoramento não indica comprometimento de minas próximas”, ressaltou o coordenador.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


