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Justiça manda soltar motorista sem habilitação que atropelou e matou mãe e filho na Grande BH

Caso aconteceu em Santa Luzia, no Dia das Mães, comemorado no dia 11 de maio deste ano; STJ substituiu prisão preventiva pelo cumprimento de medidas cautelares

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Motorista de carro desgovernado que atropelou e matou mãe e filho não tinha habilitação • Imagens cedidas à Itatiaia

A Justiça Federal mandou soltar o motorista que atropelou e matou mãe e filho em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. O acidente aconteceu no Dia das Mães, comemorado no dia 11 de maio, e foi flagrado por câmeras de segurança.

Anestor Santos Carvalho, de 54 anos, estava preso desde o dia do atropelamento e foi indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de homicídio doloso, quando se assume o risco de matar, e direção inabilitada. Conforme a investigação, o suspeito não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e trafegava a 97 km/h em uma via cujo limite é 40 km/h.

Assim, o juiz Fabricio Simão da Cunha Araújo, da 3ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Santa Luzia, expediu o alvará de soltura de Anestor, sob a condição de que ele cumpra as seguintes medidas cautelares:

  • Não se ausentar da comarca sem autorização da Justiça;
  • Manter o endereço atualizado e comparecer a todos os atos processuais para os quais for convocado;
  • Não se envolver em outros fatos delituosos;
  • Não frequentar bares e estabelecimentos voltados à comercialização de bebida alcoólica;
  • Recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga;
  • Proibição de requerer a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) até o encerramento da fase instrutória da ação penal;
  • Manutenção da apreensão do veículo.

Relembre o caso

Lucilene Rodrigues Carneiro Neves, de 40 anos, e Luan Henrique Rodrigues Neves, de 9, foram atingidos pelo carro desgovernado enquanto caminhavam na calçada da rua após saírem da casa da avó. Eles morreram “praticamente abraçados”.

Em entrevista à Itatiaia, o motorista Anestor Santos Carvalho alegou que perdeu o freio do carro ao descer uma ladeira. Ele não tinha Carteira Nacional de Habilitação e dirigia um Fiat Uno. Segundo a perícia da Polícia Civil, ele estava em uma marcha superior à quarta ou deixou o carro no ‘ponto morto’ e teria dormido ao volante.

Em depoimento, o homem relatou que iria à casa da ex-companheira para entregar um buquê a parabenizando pelo Dia das Mães. No dia anterior, ele usou um remédio para dormir e, no dia do ocorrido, acordou cedo, às 5h, para trabalhar. Às 15h, ele saiu do trabalho, cansado e teria feito o trajeto que seria de 800m, quando dormiu ao volante, não conseguiu acionar o freio e causou o acidente.

Testemunhas contaram que ele passou em alta velocidade e que teria falado que precisava deixar o local, pois era inabilitado. Ao ver as vítimas, ele continuou no local, mas entrou em desespero. Anestor realizou o teste do bafômetro, que acusou que ele não estava embriagado.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.