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Filho acusado de matar a mãe em BH será julgado por júri popular nesta quinta-feira (6)

Débora Silveira Vilaça foi encontrada morta a facadas dentro do apartamento onde vivia no bairro Silveira; ela tinha medida protetiva contra o filho, que foi preso e confessou o crime

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Vítima foi encontrada morta dentro de casa no bairro Silveira, em BH • Felipe Quintella/ Itatiaia

O réu pela morte da própria mãe, Débora Silveira Vilaça, de 58 anos, será julgado nesta quinta-feira (6), às 8h30, pelo júri popular no Fórum Lafayette, na Avenida Augusto de Lima, no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

A mulher foi encontrada morta a facadas no apartamento onde morava no bairro Silveira, na região Leste da capital mineira, no dia 31 de outubro de 2024. O filho dela foi preso pelo crime no dia 1° de novembro em uma distribuída de bebidas, na avenida Mem de Sá, no bairro São Lucas.

Ele foi denunciado pelo Ministério Público (MPMG) pelo feminicídio da mãe, com os agravantes de meio cruel, recurso que dificultou defesa da vítima, motivo torpe e descumprimento de medidas protetivas. A denúncia foi aceita pelo Tribunal de Justiça (TJMG).

De acordo com o documento, no dia do crime, o acusado foi até casa da mãe e pediu que ela emprestasse o carro. Diante da recusa, ele desferiu os golpes de faca. Na ocasião, a mãe também havia tentado impedir que ele saísse de casa para comprar drogas.

Após matar a mãe, o acusado também subtraiu dois aparelhos de televisão que pertenciam a ela, e os trocou por drogas para uso próprio. O homem também pegou o cartão de crédito da vítima e realizou uma compra no valor de R$95,00.

O acusado foi preso apenas no dia seguinte. Em entrevista à Itatiaia no dia em que foi abordado pelos policiais, o homem disse ter se arrependido do crime e contou como tudo ocorreu.

"Sou o usuário de droga tem muito tempo. Eu frequentava Narcóticos Anônimos, mas abandonei isso. Naquele dia, usei cocaína e descontrolei. Foi quando eu tentei pegar a chave do carro e ela não deixou. Foi um momento de impulso", disse.

"'A cocaína destrói qualquer pessoa e eu não desejo isso para ninguém. Essa vida te leva para o caixão ou para a cadeia. Eu quero cumprir minha pena como um homem, mesmo porque eu fui um covarde", finalizou.

 

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

 

 

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