Justiça decide se decreta prisão do motorista que atropelou cicloativista, em SP
Julgamento começa às 9h30 na 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo; o caso ocorreu em 2020

A Justiça de São Paulo deve definir nesta quarta-feira (22) se decreta a prisão imediata de José Maria da Costa Júnior, de 37 anos, motorista condenado por atropelar e matar a ciclista e socióloga Marina Harkot, em 2020, na capital paulista, e se aumenta de 13 para 17 anos a pena de reclusão para o empresário.
Os pedidos foram feitos pelo Ministério Público, porém, a defesa do réu também recorreu, requerendo a anulação do julgamento que condenou seu cliente e pedindo a marcação de um novo júri.
O julgamento dos recursos começa às 9h30 na 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que representa a segunda instância do Poder Judiciário.
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Na primeira instância, José Maria foi julgado em janeiro, quando o júri popular o considerou culpado pela morte de Marina e o condenou por homicídio doloso por dolo eventual (por ter assumido o risco de matar), embriaguez ao volante e omissão de socorro.
Como já respondia ao processo em liberdade, o motorista pôde recorrer solto da condenação às instâncias superiores da Justiça.
Como será o julgamento
Três desembargadores vão analisar os recursos do MP e da defesa. Pelo fato de os pedidos estarem na segunda instância, um procurador de Justiça fará a sustentação oral. A defesa de José Maria também terá sua vez para se manifestar.
Para a defesa, o crime não é de homicídio doloso, mas culposo, sem intenção de matar. Nos homicídios culposos na direção de veículos, os réus são julgados por um juiz, e as penas costumam ser de 2 a 4 anos de reclusão, podendo resultar também em prisão, mas em regime aberto.
Quem era Marina Harkot?
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.



