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Jovem morta em rope jump: o que é a modalidade e qual a diferença para o bungee jump?

Jovem de 24 anos morreu após ser lançada sem a corda de segurança de uma altura de 35 metros

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No bungee jump, a pessoa salta preso a uma corda elástica • Pexels

A morte de uma jovem durante a prática de rope jump, em Limeira, no interior de São Paulo, neste sábado (13), trouxe à tona dúvidas sobre a modalidade e suas diferenças em relação ao tradicional bungee jump. Embora ambos sejam esportes radicais que envolvem saltos de grandes alturas, as atividades possuem características distintas.

O rope jump é uma modalidade em que o praticante salta de uma plataforma, ponte ou estrutura elevada preso a um sistema de cordas e equipamentos de escalada. Após a queda inicial, a corda interrompe o movimento e faz com que a pessoa realize um balanço em formato de arco, semelhante a um pêndulo.

Já no bungee jump, o participante salta preso a uma corda elástica. Nesse caso, a principal característica é o efeito de “vai e volta” provocado pela elasticidade do equipamento. Após a queda, a corda se estica e depois se contrai, fazendo com que o praticante seja impulsionado para cima repetidas vezes até perder velocidade.

Principais diferenças

A maior diferença entre as modalidades está no tipo de corda utilizada e na dinâmica do salto.

No rope jump, são empregadas cordas estáticas ou de baixa elasticidade, semelhantes às usadas em atividades de escalada e alpinismo. O sistema é projetado para transformar a queda vertical em um movimento pendular.

No bungee jump, a corda é altamente elástica e absorve o impacto da queda, proporcionando o efeito característico de rebote.

Outra diferença é a sensação experimentada pelos praticantes. Enquanto o rope jump costuma oferecer uma queda livre mais longa seguida por um grande balanço lateral, o bungee jump é marcado pelas oscilações para cima e para baixo após o salto.

Mulher foi jogada sem a corda de segurança • Reprodução
Mulher foi jogada sem a corda de segurança • Reprodução

Segurança

Assim como outras atividades de aventura, as duas modalidades exigem protocolos rigorosos de segurança, incluindo inspeção dos equipamentos, fixação correta das cordas, uso de sistemas redundantes e acompanhamento de profissionais treinados.

Especialistas ressaltam que a conferência dos equipamentos antes de cada salto é uma das etapas mais importantes para garantir a segurança dos participantes. Falhas na montagem ou na checagem do sistema podem resultar em acidentes graves.

Morte de jovem

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 24 anos, morreu após ser lançada de uma altura de cerca de 35 metros sem que a corda de segurança, que deveria sustentá-la, estivesse presa. O caso aconteceu na Trilha da Ponte do Esqueleto.

A Polícia Militar informou que ela participava da atividade acompanhada por instrutores. No momento do salto, os equipamentos de segurança não teriam sido fixados corretamente, o que resultou na queda e, consequentemente, na morte da jovem.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que Maria Eduarda é acompanhada por funcionários até a plataforma de salto. Quando ela é lançada, é possível ouvir gritos de pessoas que acompanhavam a atividade.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também esteve no local e constatou o óbito por politraumatismo.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.