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IBGE: 2 milhões de famílias saem da fome, mas 1 em 4 lares segue vulnerável

Regiões Norte e Nordeste ainda concentram os piores índices de insegurança alimentar no país

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Imagem de cesta básica • Débora Oliveira (PBH) | Reprodução

Mais de 2 milhões de famílias deixaram de viver em insegurança alimentar entre 2023 e 2024, segundo divulgados nesta sexta-feira (10) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que parte do módulo Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.

Nível de insegurança alimentarDescriçãoProporção em 2023Proporção em 2024
LevePreocupação ou incerteza sobre o acesso a alimentos; redução da qualidade da alimentação, mas não da quantidade.18,2%16,4%
ModeradaRedução na qualidade e também na quantidade de alimentos entre os adultos da casa.5,3%4,5%
GraveFalta de comida suficiente para todos os membros da família, incluindo crianças; a fome é uma realidade no domicílio.4,1%3,2%

Mesmo com o avanço em todos os níveis, a fome ainda é uma realidade em muitas regiões do país. As regiões Norte e Nordeste registram os piores índices, com quase 40% dos domicílios enfrentando algum grau de insegurança alimentar - e até 6% deles em situação grave.

A pesquisa mostra também que o problema é mais frequente em famílias chefiadas por mulheres, pessoas pretas e pardas e lares com baixa escolaridade e renda. Entre os domicílios com renda de até um salário mínimo por pessoa, dois em cada três ainda enfrentam algum nível de insegurança alimentar.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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