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Grupo que ganhou R$ 3 milhões com páginas falsas de inscrição no Enem é alvo da PF

Os valores pagos eram direcionados para uma conta bancária vinculada a uma empresa privada não autorizada

Site oficial do Inep é o único canal para realizar as inscrições no ENEM

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação para investigar um grupo que criou páginas falsas na internet que simulavam o ambiente digital do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e induzia pessoas a efetuarem pagamentos indevidos de taxas de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024.

Segundo a corporação, o grupo obteve o montante de R$ 3 milhões a partir da prática criminosa. A PF identificou que os investigados atuaram entre os dias 27 de maio e 15 de junho de 2024, período oficial de inscrições do Enem. Os policiais federais cumprem nesta quinta (10) dois mandados de busca e apreensão domiciliar em Praia Grande, São Paulo.

Nos sites criados pelos envolvidos, os usuários eram levados a realizar pagamentos via Pix acreditando que estavam se inscrevendo no exame de forma regular. Os valores pagos eram, no entanto, direcionados para uma conta bancária vinculada a uma empresa privada não autorizada para receber esses valores.

Ainda segundo apuração da corporação, os recursos eram recebidos por meio de uma fintech em conta corrente de titularidade da empresa envolvida. A mesma possui diversas reclamações na internet por práticas semelhantes de cobrança indevida sem a entrega de serviços ou produtos.

Um dos envolvidos tem cerca de 15 passagens criminais por estelionato. Além do prejuízo financeiro, as vítimas também foram lesadas por não realizarem uma inscrição válida no sistema oficial e, provavelmente, tiveram que adiar por, pelo menos um ano, a entrada na universidade.

Rebeca Nicholls é estagiária do digital da Itatiaia com foco nas editorias de Cidades, Brasil e Mundo. É estudante de jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH). Tem passagem pelo Laboratório de Comunicação e Audiovisual do UniBH (CACAU), pela Federação de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) e pelo jornal Estado de Minas