Funcionários da GM de São José dos Campos protestam contra demissões em 3 fábricas de SP
Segundo o Sindicato, as demissões atingem 1,2 mil funcionários das três fábricas da companhia em SP

Cerca de mil pessoas protestaram hoje (26) pela manhã em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Eles são contrários às demissões de 1,2 mil funcionários da General Motors alocados em três cidades de São Paulo - São José dos Campos, São Caetano e Mogi das Cruzes.
De acordo com o Sindicato, foram demitidos 800 metalúrgicos de São José dos Campos, 300 de São Caetano do Sul e 100 de Mogi das Cruzes.
Em assembleia, os trabalhadores aprovaram por unanimidade a continuidade da greve. Os trabalhadores pedem a recontratação dos demitidos, que anos de serviço prestados sejam considerados e também pedem ajuda dos governos estadual e federal.
Entre os cartazes mostrados na manifestação, um deles questionava “empresa que recebe dinheiro público e isenção de impostos tem de ser proibida de fazer demissões”. Neste ano, a General Motors recebeu R$ 50 milhões em benefícios fiscais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos afirma que a empresa justificou as demissões com a queda nas vendas.
“A GM não pode simplesmente descumprir o acordo de estabilidade e desrespeitar a legislação que prevê a obrigatoriedade de negociação prévia em caso de demissão em massa. Mas nós não vamos abaixar a cabeça. Essa fábrica só volta a rodar depois que cancelar as demissões”, afirmou o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Renato Almeida.
A Itatiaia entrou em contato com a GM solicitando um posicionamento e aguarda retorno.
Audiência no TRT
Nesta sexta-feira (27), haverá uma audiência de conciliação entre o Sindicato e a General Motors, no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas, às 15h. Estará em discussão o processo de dissídio coletivo de greve movido pela empresa.
Também para esta sexta (27), o Ministério do Trabalho convocou uma Mediação Coletiva de Trabalho, com os três sindicatos e a General Motors, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (Av. Prestes Maia, 733, São Paulo).


