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Família eletrocutada em piscina: veja como evitar acidentes com a rede elétrica no Carnaval

Segundo o último levantamento da Abracopel, 592 pessoas morreram vítimas de choque elétrico no país no ano passado; perigos aumentam durante a data

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Foto mostra adaptadores de tomada
Muitas vezes os adaptadores, também conhecidos como Ts e benjamins, são usados para ligar mais de um aparelho na tomada de uma vez só • Antônio Cruz/Agência Brasil

Uma mãe e dois filhos morreram eletrocutados na piscina de uma chácara em Rio Branco do Sul, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná, no último domingo (4). Roseli da Silva Santos, de 41 anos, Emily Raiane de Lara, de 23 anos e o adolescente Agner Cauã Coutinho dos Santos, de 17 anos, estavam na água, quando um fio elétrico se rompeu e caiu dentro da piscina. Os três morreram na hora. Outras nove pessoas ficaram feridas.

Acidentes como o que matou a família paranaense não são incomuns. Segundo dados do último Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica, publicado pela Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para Perigos da Eletricidade), em 2022, 592 pessoas morreram vítimas de choque elétrico no país. Esse número representa 69,4% dos acidentes registrados no período (853).

Com a chegada do Carnaval, muitas famílias planejam alugar sítios e chácaras para descansar na data. Para evitar acidentes do tipo, é preciso se atentar aos riscos da rede elétrica do espaço escolhido.

'Energia e água não combinam'

O especialista também chama atenção para os cuidados com o uso de eletroeletrônicos e eletrodomésticos próximos à piscina. Em 2022, 21,5% das mortes por choque elétrico foram causadas por acidentes com equipamentos eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Ao todo, foram 32 vítimas.

"Energia e água não combinam. Por isso, evite sair da piscina descalço e abrir a geladeira, usar caixas de som próximo à água e não ligue nenhum equipamento eletrônico em áreas molhadas. Existe sim o risco da pessoa levar uma descarga elétrica e ela pode ser fatal", afirma.

As outras dicas para evitar acidentes são para não colocar vários equipamentos ligados na mesma tomada, utilizando extensões precárias ou adaptadores de tomada, e não deixar equipamentos elétricos ligados por muito tempo na tomada.

"Aparelhos que demandam muita potência, como micro-ondas, chapinha, ferro de passar roupa, airfryer, não devem ficar ligados sem utilização. Caso fiquem, eles podem superaquecer a rede e causar, até mesmo, um incêndio", enfatiza.

Cuidado com serpentinas

Ainda sobre os festejos de Carnaval, a Cemig alerta para o risco de incêndios e choques elétricos causados por serpentinas metálicas. Em Minas Gerais, a Lei 20.374 proíbe a produção, venda e uso do produto há mais de dez anos. O estabelecimento comercial que descumprir a lei pode ter que pagar multa, que pode dobrar em caso de reincidência.

O engenheiro de Segurança do Trabalho da Cemig, Francis Nascimento, explica que as serpentinas e confetes costumam ter metal em sua composição. Em contato com a rede elétrica, eles podem causa curto-circuito. "Acidentes podem ser provocados por esses artefatos quando arremessados em direção à rede elétrica. Dessa forma, as pessoas não devem atirar, em hipótese alguma, nenhum objeto em direção aos cabos e equipamentos da Cemig, nem mesmo os sprays de espuma, que são condutores de eletricidade", diz.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.