Família de jovem morto por PM com tiros pelas costas pede por justiça
Para a tia e advogada de Gabriel, o PM deve ser exonerado imediatamente de suas funções

A defesa de Gabriel Renan da Silva Soares, de 26 anos, morto com tiros pelo PM Vinicius de Lima Britto no estacionamento do mercado Oxxo, em 3 de novembro, pede que o policial vá a júri popular e que ele seja exonerado de suas funções.
De acordo com as imagens que circulam nas redes sociais o jovem entrou no supermercado e furtou produtos de limpeza. Na saída teria escorregado no papelão que estava na entrada do estabelecimento, e na sequencia foi atingido com tiros nas costas pelo PM Vinicius Lima Britto que estava de folga e assistiu a cena. Gabriel morreu na calçada. No boletim de ocorrência, Vinicius disse que atirou em legítima defesa.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) o PM foi afastado de suas funções nesta segunda-feira (2), um mês depois da morte da Gabriel.
Para a defesa PM mentiu
A defesa também solicitou à Justiça de SP que o boletim de ocorrência feito no dia da morte de Gabriel seja revisado pois, conforme a agvogada, as imagens mostram que o agente não seguiu o protocolo, que é dar voz de prisão:
"Está descrito no boletim de ocorrência que foi um homicídio, intervenção policial, que teve resistência e que foi um roubo tentado, o Gabriel não resistiu a nada, porque o policial simplesmente não abordou ele, simplesmente viu que ele estava furtando e saiu atirando", disse a advogada.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que o policial militar está afastado das atividades operacionais, e que o caso segue sob investigação pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As imagens mencionadas foram captadas, juntadas aos autos e estão sendo analisadas para auxiliar na apuração dos fatos.


